Taxas de juro do crédito à habitação podem continuar a baixar em 2026, prevê análise de mercado

Euribor, taxa à qual os bancos europeus emprestam dinheiro entre si e que influencia diretamente o custo do crédito à habitação, tem registado uma trajetória descendente desde meados de 2025

Executive Digest com ComparaJá.pt
Janeiro 26, 2026
9:00

As taxas de juro aplicadas aos créditos à habitação em Portugal deverão manter uma tendência de descida ao longo de 2026, de acordo com a análise mais recente sobre a evolução da Euribor, principal indexante dos empréstimos bancários, e as perspetivas sobre a política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

A Euribor, taxa à qual os bancos europeus emprestam dinheiro entre si e que influencia diretamente o custo do crédito à habitação, tem registado uma trajetória descendente desde meados de 2025. Depois de atingido um nível superior a 3 % em anos anteriores, o indexante caiu para valores na ordem dos 2,0 % a 2,3 % em 2025, refletindo a mudança de sinal da política monetária do BCE para um ambiente mais expansivo.

Segundo Pedro Castro, Head de Operations de Crédito Habitação no ComparaJá explica: “Esta descida deve-se à estabilização da inflação na zona euro e às sucessivas reduções das taxas de juro diretoras pelo BCE, que começaram no segundo semestre de 2025. Este movimento tende a aliviar o custo dos empréstimos indexados à Euribor, sobretudo para quem tem contratos a taxa variável.”

Segundo a análise, com a inflação a aproximar-se da meta de 2 % definida pelo BCE e com expectativas de novos cortes nas taxas de juro diretoras, as projeções de mercado apontam para uma descida progressiva adicional da Euribor ao longo de 2026. Isto poderá resultar em prestações mensais mais baixas para famílias com crédito à habitação indexado a este indexante.

No entanto, as fontes consultadas alertam que o ritmo de descida poderá ser moderado, dependendo da evolução da economia europeia, da inflação e das decisões futuras do BCE. Também a estabilidade ou queda ligeira da Euribor pode ter impacto limitado nas prestações em termos absolutos, sobretudo para contratos de crédito à habitação de longo prazo e com spreads mais elevados.

Os consumidores com créditos à habitação são incentivados a acompanhar estas tendências e a usar ferramentas de comparação para avaliar se compensa renegociar o contrato, transferir o empréstimo para outra instituição ou ajustar o perfil de taxa (por exemplo, fixa versus variável), de modo a tirar partido das condições atuais de mercado.

O contexto de taxas de juro menores tem igualmente alimentado o interesse pelo crédito à habitação, com muitos potenciais compradores a ponderarem avançar com a aquisição de casa própria num ambiente de custos de financiamento mais favoráveis.

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