Sondagem: Maioria dos portugueses apoia neutralidade de Montenegro na segunda volta das presidenciais

Quase metade dos portugueses concorda com a decisão de Luís Montenegro de não declarar apoio a nenhum candidato na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro.

Revista de Imprensa
Janeiro 29, 2026
9:32

Quase metade dos portugueses concorda com a decisão de Luís Montenegro de não declarar apoio a nenhum candidato na segunda volta das eleições presidenciais, marcada para 8 de fevereiro. A opção do primeiro-ministro, anunciada na noite da primeira volta, recolhe 46% de concordância entre os inquiridos, refletindo um entendimento significativo de que o PSD não deve tomar posição num confronto em que não tem candidato próprio na corrida final a Belém.

De acordo com a sondagem diária da Pitagórica para o Jornal de Notícias, TSF, TVI e CNN, os dados indicam ainda que a neutralidade de Montenegro é, para a maioria dos portugueses, a atitude mais adequada neste contexto político. Questionados diretamente sobre o que o líder social-democrata deveria fazer, 55% defendem que deve manter-se neutro, um valor que praticamente não sofreu alterações face ao dia anterior, demonstrando estabilidade na opinião pública.

Caso Luís Montenegro tivesse optado por indicar um sentido de voto, os inquiridos mostram uma preferência clara por um posicionamento inequívoco. António José Seguro concentraria 34% das preferências nesse cenário, enquanto André Ventura não ultrapassaria os 8%, ficando longe dos dois dígitos. A leitura dominante é a de que um eventual apoio deveria ser claro e assumido, e não dividido ou ambíguo.

Relativamente aos candidatos eliminados na primeira volta, uma parte relevante dos portugueses considera que deveriam ter declarado apoio expresso a um dos finalistas. João Cotrim Figueiredo, Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes surgem associados, maioritariamente, a um eventual apoio a António José Seguro, com percentagens entre os 43% e os 49%. Ainda assim, uma fatia significativa dos inquiridos entende que a neutralidade também seria uma decisão aceitável para estes protagonistas políticos.

No plano das intenções de voto, António José Seguro reforça a liderança na corrida presidencial, subindo para 61,9%, enquanto André Ventura recua ligeiramente para 26,2%. A convicção numa vitória de Seguro é expressiva, com 90% dos eleitores a acreditarem no seu triunfo, sobretudo entre mulheres e eleitores com mais de 55 anos. Ventura mantém maior implantação entre o eleitorado masculino e nas faixas etárias intermédias, mas sem conseguir alargar de forma relevante a sua base de apoio.

A sondagem revela ainda uma forte mobilização eleitoral, com 94% dos portugueses a garantirem que irão votar na segunda volta. Entre os eleitores que apoiaram candidatos eliminados, a maioria transfere agora o voto para António José Seguro, incluindo antigos votantes de Cotrim Figueiredo, Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes. André Ventura capta apenas uma parcela reduzida desses eleitores, confirmando dificuldades em ampliar o seu eleitorado para além do núcleo duro do Chega.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.