A Sonae e a MC foram distinguidas pelo CDP (Carbon Disclosure Project) pela sua liderança no combate às alterações climáticas. A ONG integrou novamente as duas empresas de origem portuguesa na sua exclusiva “A List” em 2025, que reúne as companhias com melhor desempenho e transparência a nível mundial.
O CDP é uma organização global sem fins lucrativos que promove a transparência e a ação climática e é amplamente reconhecido como a maior e mais abrangente base de dados ambientais auto-reportada do mundo. Considerado como referência internacional na divulgação ambiental corporativa, mobiliza investidores e parceiros comerciais para acelerar a transição para uma economia mais sustentável.
No ranking de 2025, a Sonae e a MC foram distinguidas com a classificação “A” no âmbito das alterações climáticas. Nas dimensões Floresta e Água, ambas as empresas receberam a avaliação A-, refletindo um desempenho consistente nas diferentes áreas analisadas.
“O combate às alterações climáticas, através da mitigação das emissões, da adaptação aos seus impactos e da gestão dos riscos climáticos, constitui uma prioridade estratégica para a Sonae. Assumimos o compromisso de alcançar a neutralidade carbónica até 2040 e estamos a implementar medidas concretas de ação climática, economia circular e preservação e regeneração da natureza e biodiversidade, com impacto positivo nos nossos negócios, no Grupo e nas comunidades onde atuamos”, indicou Eduardo Piedade, administrador executivo da Sonae.
“A inclusão na ‘A List’ do CDP reconhece o percurso que temos vindo a fazer, reflete a dedicação excecional das nossas equipas e a confiança dos nossos clientes e parceiros. É, acima de tudo, uma responsabilidade que reforça a nossa ambição de continuar a melhorar o nosso desempenho”, salientou.
“Alcançar o patamar de liderança nos diferentes índices do CDP – clima, florestas e água – é o reflexo do trabalho consistente e concertado que as nossas equipas têm vindo a desenvolver. Este reconhecimento demonstra a forma como a sustentabilidade está integrada na estratégia da MC Sonae, através da definição de objetivos ambiciosos e da implementação de planos de ação com impacto real e mensurável na gestão do nosso negócio”, reforçou Isabel Barros, administradora executiva da MC.
“É este compromisso que nos permite atuar sobre as nossas áreas materiais, mitigar riscos e reforçar a resiliência da cadeia de valor, bem como desbloquear novas oportunidades de crescimento geradas pela agenda da sustentabilidade, promovendo a construção de um futuro mais sustentável, de forma consistente, colaborativa e com propósito”, concluiu.
A Sonae participa no CDP desde 2012 e a MC desde 2024, refletindo o compromisso contínuo do Grupo em construir hoje um futuro melhor para todos. Também a NOS, parte do Grupo Sonae, foi distinguida pelo CDP com a classificação “A” no âmbito das alterações climáticas.
Em 2025, mais de 22 mil empresas reportaram os seus dados ambientais ao CDP, sendo que apenas uma pequena percentagem atinge o nível máximo de excelência na prestigiada “A List”.
Melhorar com metas alinhadas com a ciência
A Sonae e as suas participadas têm planos de ação concretos e metas ambiciosas alinhadas com a ciência, com o objetivo de melhorar a sustentabilidade ambiental ao longo de toda a sua cadeia de valor. Entre as ações desenvolvidas estão medidas de eficiência energética com impacto ao nível dos consumos e na redução da dependência de combustíveis fósseis, através do aumento da produção própria de energia recorrendo a fontes renováveis e aquisição da mesma a diferentes fornecedores com níveis de emissões mais baixos; a descarbonização da frota; o combate ao desperdício e aos materiais de uso único; a promoção da reciclagem; a poupança de água; a regeneração de florestas; a aposta em serviços circulares; e a redução do consumo de recursos naturais.
Reconhecendo a urgência da crise climática, foram estabelecidos no seio do Grupo objetivos de curto prazo que traçam caminhos claros para reduções substanciais das emissões nos próximos anos, contribuindo para as melhorias registadas.
No final de 2024, a Sonae já assegurava 61% do consumo de eletricidade de fontes renováveis, tendo também conseguido diminuir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE), dos âmbitos 1+2 em 19% face a 2022.
Em 2023 e 2024, os negócios da Sonae passaram por um processo de revisão e definição de metas ambiciosas de redução das emissões, alinhadas com a ciência, tendo as metas da MC, da Sierra e da Worten sido aprovadas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi).
A MC tem como objetivos reduzir em 51% as emissões de GEE (âmbitos 1+2) até 2032 face ao ano base de 2022, bem como em 31% (âmbito 3) nos bens e serviços adquiridos. A Sierra estabeleceu a meta de reduzir em 73% as emissões de GEE (âmbitos 1+2) por metro quadrado até 2030 face ao ano base de 2019 e em 55% (âmbito 3) nos bens e serviços adquiridos por metro quadrado desenvolvido. Já a Worten definiu o objetivo de reduzir 50,4% das suas emissões de GEE nos âmbitos 1 e 2 até 2032 (relativamente a 2022), reduzindo, também, 50,4% das emissões de GEE no âmbito 3 face ao mesmo período.
Investidores, responsáveis por 127 biliões de euros, estão atentos a desempenho ambiental
Em 2025, 640 investidores com 127 biliões de dólares em ativos sob gestão solicitaram ao CDP a recolha de dados sobre impactos, riscos e oportunidades ambientais. A pontuação do CDP baseia-se em uma metodologia rigorosa e independente, alinhada aos parâmetros do TCFD, que avalia a profundidade dos relatórios das empresas, a compreensão dos riscos ambientais e a evidência de melhores práticas, incluindo a definição de metas ambiciosas e ações verificadas. O trabalho do CDP é utilizado para orientar as decisões de investimento e aquisição que apoiam uma economia global net-zero, sustentável e positiva para o planeta.
Sherry Madera, CEO do CDP, enalteceu as empresas que integram a A-List, como é o caso da Sonae e da MC. “As empresas que obtiveram a pontuação “A” estão a provar que a ambição ambiental e a força comercial andam de mãos dadas. Os dados de alta qualidade dão aos líderes a confiança necessária para tomar decisões positivas para o planeta que garantam a competitividade de longo prazo, atraiam capital e protejam os sistemas naturais. Estas organizações mostram o que é possível quando a transparência se torna a base para a ação.”














