Existem cães bons, cães muito bons e cães tão bons que até o maior cartel de drogas da Colômbia, o Clã do Golfo, ofereceu uma recompensa pela sua cabeça. Esse é o caso de ‘Sombra’, uma cadela da raça Pastor Alemão que se tornou uma verdadeira lenda policial.
Apesar de não terem o faro mais apurado do mundo canino — estudos indicam que os Pastores Alemães possuem um olfato inferior até ao dos Pugs —, estes cães são a escolha preferida das forças policiais globais. A razão? Inteligência, versatilidade e capacidade de treino.
“Os Pastores Alemães são conhecidos por sua inteligência e vontade de aprender. Isso os torna incrivelmente fáceis de treinar, algo crucial para o trabalho policial”, explica o Colégio de Treinadores de Cães dos EUA. Durante o treino, aprendem obediência, rastreio e deteção de substâncias, respondendo rapidamente a comandos complexos, habilidades que os tornam indispensáveis em operações de alto risco.
‘Sombra’: uma especialista em farejar drogas
Embora não rivalizem com pugs ou bloodhounds em termos de faro puro, os Pastores Alemães possuem um olfato suficiente para farejar drogas e explosivos. Mas ‘Sombra’ ia muito além. O polícia José Rojas, o seu treinador, afirma: “O olfato dela é muito superior ao de outros cães.”
‘Sombra’ esteve envolvida em apreensões impressionantes: detetou quase 3 toneladas de cocaína escondidas em caixas de bananas, prestes a ser enviadas para a Europa. A cadela participou de mais de 245 prisões relacionadas com drogas nos aeroportos da Colômbia e, enquanto estava em serviço na cidade costeira de Turbo, encontrou mais 4,5 toneladas de cocaína.
A notoriedade da cadela fez com que o Clã do Golfo oferecesse uma recompensa de 7.000 dólares pela sua captura — algo quase inédito no mundo do crime organizado. Para a sua segurança, a polícia precisou realocá-la do seu trabalho habitual para o Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, mantendo-a protegida por agentes adicionais, mas ainda ativa no combate ao tráfico.
‘Sombra’ continuou a servir com dedicação, mesmo sob ameaça, e esperava-se que continuasse a trabalhar por mais dois anos antes de se aposentar, consolidando-se como uma das mais eficazes e corajosas heroínas de quatro patas da história policial.












