Smart deixa cair ambição de “emissões zero” e lança primeiro híbrido plug-in

O novo Smart #5 EHD combina um motor a gasolina de 1,5 litros (163 cv) com um motor elétrico (200 kW / 271 cv)

Automonitor
Outubro 3, 2025
17:09

A marca Smart, conhecida pela sua vocação 100% elétrica, mudou de estratégia ao apresentar o seu primeiro modelo híbrido plug-in, uma guinada marcante na sua trajetória. De acordo com o ‘El País’, a marca decidiu abandonar a meta de emissões zero e lançar o Smart #5 EHD, baseado no SUV elétrico já existente.

O novo Smart #5 EHD combina um motor a gasolina de 1,5 litros (163 cv) com um motor elétrico (200 kW / 271 cv). De acordo com a publicação espanhola, a bateria tem 41,46 kWh e permite uma autonomia elétrica declarada de até 252 quilómetros, enquanto o alcance total (com gasolina) chega a impressionantes 1.615 km.

Esteticamente, o modelo mantém-se idêntico à versão elétrica, sem alterações no design exterior. O grande diferencial está na mecânica híbrida, que permite à Smart flexibilizar-se face às exigências do mercado e das regulamentações ambientais.

Razões da mudança estratégica

A reviravolta da Smart decorre de pressões no mercado automóvel e de desafios regulatórios que tornaram mais difícil sustentar um portfólio exclusivamente elétrico. A marca, que opera sob influência da Geely, optou por adotar uma solução híbrida para ampliar o seu apelo comercial e responder às realidades do setor.

A versão elétrica do Smart #5 já estava disponível por cerca de 239.900 yuanes (cerca de 28.700 euros), enquanto o novo híbrido plug-in parte de um preço mais competitivo, próximo de 189.900 yuanes (perto de 22.700 euros), de acordo com dados divulgados pelo ‘El País’.

Com esta decisão, a Smart reconhece implicitamente que o modelo “zero emissões” puro enfrenta obstáculos — desde infraestrutura de carregamento à aceitação do mercado e custos elevados das baterias. O lançamento do #5 EHD representa uma flexibilização estratégica que poderá influenciar outras marcas elétricas que avaliam a sustentabilidade do modelo apenas elétrico.

Apesar de a autonomia elétrica prometida parecer ambiciosa, há ressalvas: os números são fornecidos segundo o ciclo CLTC chinês, que historicamente apresenta valores menos rigorosos do que os usados em normas europeias, o que pode levar a desempenhos reais inferiores aos divulgados.

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