Sexta-feira caótica nos céus de Itália: greves nos aeroportos ameaçam paralisar voos em todo o país

Situação será particularmente sensível em Milão, onde os aeroportos de Linate e Malpensa são alvo de uma greve de 24 horas dos trabalhadores das empresas Airport Handling e Swissport Italia, responsáveis por serviços essenciais de assistência em terra. A paralisação prolongada aumenta o risco de cancelamentos sobretudo nas partidas do início da manhã e do final do dia

Francisco Laranjeira
Janeiro 9, 2026
7:45

Os aeroportos de Itália enfrentam esta sexta-feira, um dia de forte instabilidade operacional devido a várias greves simultâneas que envolvem funcionários de terra e tripulações de companhias aéreas de baixo custo. A paralisação deverá provocar atrasos significativos, cancelamentos de voos e dificuldades nas ligações, afetando passageiros em praticamente todos os principais aeroportos do país.

A situação será particularmente sensível em Milão, onde os aeroportos de Linate e Malpensa são alvo de uma greve de 24 horas dos trabalhadores das empresas Airport Handling e Swissport Italia, responsáveis por serviços essenciais de assistência em terra. A paralisação prolongada aumenta o risco de cancelamentos sobretudo nas partidas do início da manhã e do final do dia.

A estas greves locais junta-se uma paralisação nacional dos trabalhadores afiliados à Assohandlers, agendada para o período entre as 13h e as 17h. Estes profissionais asseguram operações críticas como o carregamento e descarregamento de bagagens, orientação das aeronaves e serviços de rampa, estando presentes em aeroportos como Roma Fiumicino, Milão Malpensa, Bolonha, Turim e várias infraestruturas regionais.

As companhias aéreas alertam para atrasos em cadeia e perda de ligações, uma vez que a interrupção dos serviços em terra tende a repercutir-se rapidamente em toda a programação do dia, mesmo nos voos que não são diretamente abrangidos pelos períodos de greve.

easyJet e Vueling também com voos afetados

O impacto estende-se às companhias aéreas. Pilotos e tripulantes de cabine da easyJet baseados em Itália cumprem igualmente uma greve de 24 horas, enquanto os trabalhadores da Vueling, companhia aérea espanhola de baixo custo, interrompem a atividade entre as 10h e as 18h. Estas paralisações ameaçam dezenas de voos intraeuropeus, incluindo ligações usadas com frequência por viajantes em negócios.

As companhias afetadas estão a contactar os passageiros com propostas de remarcação ou reembolso, mas a recomendação passa por verificar o estado do voo com antecedência, chegar ao aeroporto mais cedo do que o habitual e ponderar alternativas, como o transporte ferroviário, sobretudo em deslocações domésticas de curta distância.

Serviço mínimo pode não evitar constrangimentos

Apesar de a legislação italiana obrigar à prestação de serviços mínimos durante períodos de greve, a experiência demonstra que estes mecanismos são frequentemente insuficientes quando várias paralisações coincidem no mesmo dia. Os constrangimentos nos serviços de assistência em terra tendem a prolongar-se nas filas de segurança, imigração e embarque, com relatos recorrentes de passageiros retidos a bordo à espera de escadas ou autocarros.

Empresas com reuniões marcadas em cidades como Milão ou Roma são aconselhadas a reforçar o planeamento, acompanhar em permanência os alertas das companhias aéreas e considerar a chegada no dia anterior, de forma a mitigar riscos associados a atrasos ou cancelamentos.

O cenário de perturbações não deverá ficar limitado a esta sexta-feira. Estão já anunciadas greves nos transportes ferroviários e no metro entre 12 e 15 de janeiro, enquanto os taxistas admitem uma paralisação nacional de 24 horas no dia 13. O arranque do ano fica assim marcado por um contexto particularmente desafiante para a mobilidade em Itália, com impacto tanto no turismo como nas deslocações profissionais.

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