“Se não o fizermos, será a China ou a Rússia”: Trump diz que é “inaceitável” que os EUA não controlem a Gronelândia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu esta quarta-feira os aliados da NATO de que qualquer solução para a Gronelândia que não passe pelo controlo norte-americano será “inaceitável”.

Pedro Gonçalves
Janeiro 14, 2026
12:16

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu esta quarta-feira os aliados da NATO de que qualquer solução para a Gronelândia que não passe pelo controlo norte-americano será “inaceitável”, elevando a pressão diplomática antes de uma reunião na Casa Branca com representantes da Dinamarca dedicada à segurança no Ártico e ao futuro do território.

A posição foi tornada pública através de uma mensagem divulgada na rede social Truth Social, poucas horas antes do encontro com o Governo dinamarquês, num momento em que Washington reforça o discurso estratégico sobre o Ártico.

Gronelândia vista como peça central da segurança nacional dos EUA
Na publicação, Donald Trump afirmou que os Estados Unidos “precisam da Gronelândia para efeitos de Segurança Nacional”, sublinhando a importância estratégica do território autónomo dinamarquês no quadro da defesa norte-americana e dos novos sistemas militares em desenvolvimento.

“O Estados Unidos precisam da Gronelândia para efeitos de Segurança Nacional. É vital para o Golden Dome que estamos a construir. A NATO deveria liderar o processo para que a consigamos”, escreveu o presidente.

Trump enquadra a exigência no contexto da rivalidade geopolítica com a Rússia e a China, alertando para o risco de outras potências avançarem sobre a região caso Washington não assuma um papel dominante.

“SE NÃO O FIZERMOS, A RÚSSIA OU A CHINA FÁ-LO-ÃO, E ISSO NÃO VAI ACONTECER!”, acrescentou, recorrendo a letras maiúsculas para reforçar a mensagem.

Crítica ao papel da NATO sem o poder militar dos EUA
O presidente norte-americano aproveitou ainda para reiterar críticas antigas à dependência da NATO em relação ao poder militar dos Estados Unidos, defendendo que a Aliança Atlântica só é eficaz graças à capacidade militar norte-americana.

“Militarmente, sem o vasto poder dos Estados Unidos, grande parte do qual construí durante o meu primeiro mandato e que agora estou a elevar a um nível novo e ainda mais alto, a NATO não seria uma força eficaz nem um verdadeiro elemento de dissuasão — nem de perto”, afirmou.

Trump acrescentou que esta realidade é reconhecida tanto pelos aliados como por si próprio, reforçando a ideia de que o equilíbrio de forças no seio da Aliança depende decisivamente de Washington.

Na mesma mensagem, o chefe de Estado norte-americano defendeu que a integração da Gronelândia sob controlo dos Estados Unidos reforçaria significativamente a capacidade militar e estratégica da NATO, particularmente no flanco norte e no Ártico.

“A NATO torna-se muito mais formidável e eficaz com a Gronelândia nas mãos dos ESTADOS UNIDOS. Qualquer coisa abaixo disso é inaceitável”, concluiu.

Recorde-se que a Gronelândia é um território semiautónomo sob soberania da Dinamarca, mas tem vindo a ganhar crescente importância estratégica devido à sua localização no Ártico, às rotas marítimas emergentes e ao interesse crescente de potências globais na região.

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