Homem tinha duas pitons perigosas de grandes dimensões numa casa em Peniche. Arrisca multa de 200 mil euros

A operação, realizada pelo SEPNA da Guarda Nacional Republicana (GNR), levou à identificação do suspeito após uma investigação que visava verificar denúncias relacionadas com a detenção de animais exóticos em condições ilegais.

Pedro Gonçalves
Julho 29, 2024
16:43

Um homem de 49 anos foi identificado na quinta-feira pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA) da GNR por detenção ilegal de espécies perigosas, no concelho de Peniche. Durante uma busca domiciliária, as autoridades encontraram duas pitons perigosas, uma Piton-reticulada (Python reticulatus) e uma Piton-indiana (Python molurus), ambas da família Pythonidae.

A operação, realizada pelo SEPNA da Guarda Nacional Republicana (GNR), levou à identificação do suspeito após uma investigação que visava verificar denúncias relacionadas com a detenção de animais exóticos em condições ilegais. Durante a busca na residência do indivíduo, foram encontrados dois exemplares de pitons, considerados perigosos e com proibição de detenção sem autorização especial.

O Piton-reticulado, originário do Sudeste Asiático, é conhecido pelo seu tamanho impressionante e padrões de pele intricados. Já o Piton-indiano é uma espécie igualmente notável pela sua grande dimensão e natureza predatória. Ambas as espécies são classificadas como perigosas devido ao seu potencial para causar danos aos seres humanos e ao ecossistema local se libertadas.

Os animais foram apreendidos e entregues ao Parque Zoológico de Lagos, de acordo com as orientações do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), responsável pela gestão de animais selvagens e pela conservação da natureza em Portugal. O ICNF confirmou a receção dos répteis e a sua integração no parque, onde serão mantidos em condições adequadas e seguras.

A GNR elaborou um auto de contraordenação contra o detentor dos animais por detenção ilegal de espécies perigosas. Este auto será enviado ao ICNF, entidade administrativa responsável pela fiscalização e aplicação de normas relativas à conservação da natureza. A coima máxima associada a esta infração pode ascender a 200 mil euros, dependendo da gravidade da situação e das circunstâncias envolvidas.

Em comunicado, a GNR sublinhou a importância das ações de fiscalização para garantir que espécies perigosas não sejam mantidas em ambientes inadequados, protegendo assim tanto a segurança pública quanto a integridade dos ecossistemas naturais.

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