Um terremoto de magnitude 5.3 na escala de Richter – o mais forte até agora – sacudiu, na noite desta segunda-feira, o arquipélago das Cíclades, no Mar Egeu, na Grécia: a intensa atividade sísmica, que começou no passado dia 24 com milhares de terramotos, parece estar a aumentar de intensidade, o que levou os especialistas a alertar que o vulcão “pode estar a acordar”.
O tremor, sentido às 20h16 locais (a mesma hora em Lisboa), atingiu as ilhas de Santorini e Amorgos, que duas horas depois foram abaladas por outro terramoto de magnitude 5, informou o Instituto Geodinâmico de Atenas – foram registados mais de 15 tremores de magnitude maior do que 4 durante a noite de segunda para terça-feira. Entre 24 de janeiro e 8 de fevereiro, foram sentidos mais de 12.800 tremores na área marítima entre Santorini e Amorgos.
Santorini, uma cidade com 25 mil habitantes e um dos destinos turísticos mais populares da Europa, agora parece uma “ilha fantasma”, já que a maioria dos turistas e moradores abandonou devido ao receio de um grande terramoto – permanecem na ilha apenas 4 mil habitantes, sendo que centenas de bares, restaurantes e outros estabelecimentos turísticos permanecem fechados.
“O vulcão pode estar a acordar”
Segundo Konstantinos Sinolakis, professor de desastres naturais, ninguém pode saber com certeza como se vai desenvolver o fenómeno, apontando, em entrevista à estação de rádio SKAI esta terça-feira, que há três cenários possíveis.
O primeiro – e mais otimista – é que continuarão a ser registados terramotos com a magnitude atual e que dentro de algumas semanas, ou meses, a atividade cessará. “O vulcão pode estar em fase de despertar, mas isso não significa que uma explosão seja certa”, explicou o especialista. O segundo cenário é que o atual enxame sísmico produza um tremor mais forte, ou seja, de magnitude maior do que 6, e o terceiro cenário é que a atividade atual desencadeie uma “pequena erupção” do vulcão de Santorini.
Segundo o especialista, “o vulcão de Santorini deve ser incluído na equação”, que desde o verão “vem apresentando certos sintomas”, como o fatoc confirmado por satélite de que nos últimos meses “se moveu cerca de três centímetros”.
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