Santander reforça aposta nos EUA com compra da Webster por mais de 10 mil milhões de euros

Segundo os termos da operação, os acionistas da Webster irão receber 48,75 dólares em numerário e 2,0548 ações do Santander sob a forma de American Depositary Shares por cada ação detida

Francisco Laranjeira
Fevereiro 3, 2026
18:56

O Banco Santander anunciou esta terça-feira a aquisição da Webster Financial Corporation, numa operação avaliada em 12,2 mil milhões de dólares – cerca de 10,155 mil milhões de euros – que dará origem a um dos dez maiores bancos de retalho e comercial dos Estados Unidos em termos de ativos. O acordo foi divulgado pelo ‘El País’ e marca um dos maiores movimentos estratégicos do grupo espanhol no mercado americano.

Segundo os termos da operação, os acionistas da Webster irão receber 48,75 dólares em numerário e 2,0548 ações do Santander sob a forma de American Depositary Shares por cada ação detida. Esta componente em ações corresponde a cerca de 21,9 euros por ação, com base no preço médio ponderado de três dias do Santander, elevando a contrapartida total para o equivalente a cerca de 62,6 euros por ação da Webster.

Ambições nos Estados Unidos

A combinação do negócio de financiamento ao consumo do Santander com a forte franquia comercial e a base de depósitos da Webster permitirá criar uma plataforma bancária com maior diversificação e eficiência. O grupo espanhol prevê que o retorno sobre o capital tangível nos Estados Unidos atinja cerca de 18% até 2028, com uma redução do rácio de eficiência para níveis inferiores a 40%, colocando a operação americana entre as mais rentáveis do setor bancário no país, segundo o ‘El País’.

Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, sublinhou que o acordo “cria um banco mais forte para os clientes e para as comunidades que servimos”, destacando que a Webster se encontra entre as instituições mais eficientes e rentáveis do seu segmento. A responsável salientou ainda que a integração de duas franquias complementares abre oportunidades claras de geração de receita, apoiadas por uma plataforma conjunta mais robusta.

Botín acrescentou que a transação é estrategicamente fundamental para os negócios do grupo nos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, complementar para o Santander a nível global. Segundo a presidente executiva, a operação permitirá melhorar a composição do financiamento, reduzir custos de captação e colocar o grupo “no caminho certo para atingir um retorno sobre o capital tangível de cerca de 18% nos EUA até 2028”, contribuindo também para o objetivo global de superar um RoTE de 20% nesse horizonte temporal.

Metas de rentabilidade nos EUA

O grupo espanhol prevê que o retorno sobre o capital tangível (RoTE) das suas operações nos Estados Unidos atinja 18% até 2028, ao mesmo tempo que o rácio de eficiência deverá cair para menos de 40%, posicionando o banco entre os melhores desempenhos do setor bancário americano.

Ana Botín, presidente executiva do Banco Santander, classificou a aquisição como “um passo entusiasmante”, sublinhando que cria um banco mais forte para os clientes e reforça a escala e a rentabilidade da presença do grupo nos EUA. Segundo Botín, a operação melhora o perfil de financiamento e permite reduzir os custos de captação, sustentando o objetivo de alcançar cerca de 18% de RoTE no mercado americano até 2028.

Estrutura de capital e liderança

O Santander espera que o rácio CET1 se mantenha entre 12,8% e 13% até ao final de 2026 e ultrapasse os 13% em 2027, permanecendo no limite superior da faixa operacional definida pelo grupo.

Christiana Riley continuará como responsável do Santander nos Estados Unidos e CEO da Santander Holdings USA. O atual CEO da Webster, John Ciulla, passará a liderar o Santander Bank NA, entidade onde serão integrados os negócios da Webster. Já Luis Massiani, presidente e diretor de operações da Webster, assumirá o cargo de COO de ambas as organizações e ficará responsável pelo processo de integração.

Com sede em Stamford, no estado do Connecticut, a Webster Financial Corporation é a empresa-mãe do Webster Bank, uma instituição bancária diversificada nos segmentos de retalho e empresarial, cuja integração deverá reforçar a posição competitiva do Santander no sistema financeiro americano.

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