O projeto estatal da Ucrânia “Eu Quero Viver” divulgou esta quarta-feira o que diz serem estatísticas oficiais de perdas militares russas para os primeiros oito meses de 2025.
De acordo com os dados obtidos, a Rússia perdeu 281.550 militares entre janeiro e agosto, incluindo mortos, feridos e desaparecidos em combate. O relatório descreveu a escala de baixas como comparável às perdas soviéticas em grandes ofensivas da II Guerra Mundial.
O projeto “Eu Quero Viver” foi criado pela Direção Principal de Inteligência da Ucrânia (HUR) e tem como objetivo ajudar os soldados russos a renderem-se com segurança às Forças Armadas Ucranianas (AFU) e salvar as suas vidas.
Do total, 86.744 soldados russos foram mortos, incluindo 1.583 oficiais e 8.633 condenados recrutados em prisões. Outros 33.966 foram dados como desaparecidos, enquanto 158.529 ficaram feridos e 2.311 foram capturados pelas forças ucranianas.
As perdas de equipamento foram igualmente severas: 13.145 unidades destruídas irreparavelmente e outras 48.458 danificadas, mas potencialmente recuperáveis. Em média, a Rússia perdeu 35.000 soldados e 7.700 equipamentos por mês, incluindo 1.643 irrecuperavelmente destruídos.
“Todos os dias, o exército russo perde em média um batalhão em efetivos mortos e desaparecidos — 496 pessoas”, indicou o relatório, acrescentando que sete brigadas completas são efetivamente eliminadas a cada mês.
Os dados revelam uma falha crítica na evacuação médica no campo de batalha: para cada soldado morto, apenas 1,3 são registados como feridos – uma proporção muito pior do que a média militar padrão. O projeto afirmou que isso aponta para a falta de treino em medicina tática e a tendência das unidades russas de abandonar os feridos no campo de batalha.
“O Kremlin continua a esconder o custo real da guerra dos seus cidadãos”, apontou o projeto “Eu Quero Viver”. “Mas, mais cedo ou mais tarde, o povo russo terá de confrontar a verdade: mais de um milhão dos seus soldados foram mortos, feridos ou desaparecidos desde fevereiro de 2022… Este é o preço do Governo de Putin e do apoio que ele recebe do povo russo.”














