Quando a fabricante sueca de produtos de higiene ‘Essity’ decidiu retirar-se da Rússia em abril de 2022, após a invasão da Ucrânia, os russos ficaram privados das fraldas Libero, dos absorventes Libress e do papel higiénico Zewa – a única marca no mercado um núcleo de rolo de papel higiénico biodegradável. Ao mesmo tempo, a empresa americana ‘Johnson & Johnson’ também suspendeu o fornecimento dos seus produtos de higiene pessoal na Rússia.
Mas, esta quinta-feira, a agência de notícias estatal russa ‘TASS’ informou que, após dois anos de desenvolvimento intensivo, o ‘Arkhbum Tissue Group’ produziu o primeiro tubo de papel higiénico lavável e biodegradável da Rússia.
As notícias da Rússia foram ‘aplaudidas’ de forma irónica na Ucrânia, com o jornal ‘Kiev Post’ a dar destaque a um “avanço científico vital”, salientando que para os russos, os dias em que era preciso jogar o centro do rolo de papel higiénico no lixo ou na reciclagem estão perto do fim.
O impacto que a ausência de rolos de papel higiénico biodegradáveis estava a ter na população russa ficou evidente em junho de 2023, quando o vice-chefe do Ministério da Indústria e Comércio, Mikhail Yurin, anunciou, durante o Fórum Económico de São Petersburgo, que a questão da produção de tubos de papel higiénico descartáveis estava em processo de resolução.
Em agosto de 2022, o ex-presidente russo Dmitry Medvedev deu continuidade a uma reportagem publicada pela ‘RIA Novosti’ sobre um teste realizado pela empresa canadiana Net Zero com papel higiénico reutilizável: no seu entender, remover os centros de papel higiénico descartáveis era parte de uma conspiração europeia para “punir a Rússia” e um plano para substituir o papel higiénico convencional para evitar o desmatamento.
Na mesma publicação, alegou que todos os stocks de papel higiénico reutilizável foram rapidamente esgotados, quando na verdade foram retirados de venda por preocupações com a saúde e a necessidade de usar produtos químicos fortes para garantir uma limpeza adequada.














