Revolut cresce 37% em número de investidores em Portugal em 2025. Valor médio de portefólio é de 3.300 euros

A Revolut registou um aumento de 37% no número de investidores portugueses em 2025, mantendo uma idade média de 35 anos e um valor médio de portefólio de cerca de 3.300 euros.

André Manuel Mendes
Janeiro 28, 2026
9:50

A Revolut registou um aumento de 37% no número de investidores portugueses em 2025, mantendo uma idade média de 35 anos e um valor médio de portefólio de cerca de 3.300 euros.

Os dados agora divulgados pela fintech mostram uma preferência clara por investimentos automatizados, fundos monetários e ações norte-americanas, com a NVIDIA a destacar-se como a ação mais negociada.

De acordo com informação interna da Revolut, os portefólios dos investidores portugueses revelam uma forte exposição aos mercados globais. Em média, 55% do capital foi alocado a Fundos Monetários Flexíveis, através de fundos do mercado monetário, seguindo-se as ações dos Estados Unidos (23%) e os ETFs (16%).

Entre as ações mais transacionadas, a NVIDIA liderou tanto em compras como em vendas, refletindo o forte interesse dos investidores no setor tecnológico e, em particular, na inteligência artificial. No mercado europeu, a Rheinmetall destacou-se como a ação mais negociada, enquanto os ETFs mais populares foram o Vanguard S&P 500 UCITS ETF e o Vanguard S&P 500 ETF, confirmando a procura por exposição diversificada e de baixo custo ao mercado norte-americano.

Investimento automatizado ganha peso

O ano de 2025 marcou também uma aceleração do investimento automatizado e recorrente. Em janeiro, a Revolut lançou planos de investimento em ETFs sem comissões, permitindo contribuições automáticas a partir de 1 euro em mais de 300 ETFs cotados na União Europeia.

Em Portugal, o investimento recorrente médio fixou-se nos 59 euros mensais, com o Vanguard S&P 500 ETF a concentrar cerca de 37% de todas as transações em ETFs ao longo do ano. Paralelamente, o número de clientes que recorreram ao Robo-Advisor da Revolut mais do que duplicou, sinalizando uma procura crescente por soluções de gestão de portefólio de longo prazo e com menor intervenção direta.

Diferenças de género mantêm-se

Apesar do crescimento generalizado, os dados revelam que as disparidades de género no investimento persistem. Em 2025, o montante total investido por homens foi mais de quatro vezes superior ao das mulheres, com valores médios de 4.000 euros e 2.100 euros, respetivamente. Ainda assim, o número de mulheres que começaram a investir cresceu quase 54%, acima do aumento de 30% registado entre os homens.

Falta de dinheiro e receios travam investimento

Um estudo realizado pela Dynata para a Revolut indica que o principal obstáculo ao investimento em Portugal continua a ser a falta de dinheiro disponível (30%), seguido do medo de perder capital (26%) e da falta de conhecimento financeiro (20%). O receio de perdas é mais expressivo entre as mulheres, enquanto os homens apontam sobretudo a ausência de fundos adicionais.

Olhando para 2026, um em cada cinco portugueses admite sentir ansiedade e incerteza em relação às suas finanças. Ainda assim, 32% afirmam estar a adotar medidas proativas, como poupar, investir ou apostar na formação. A autodisciplina financeira surge como o principal fator identificado para melhorar a situação económica no próximo ano, a par da necessidade de reforçar a literacia financeira.

 

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