Revolução à vista? Cientistas usam teletransporte quântico para transferir dados entre computadores

De acordo com a publicação ‘The Independent’, o campo da computação quântica existe há décadas, mas somente nos últimos anos houve avanços significativos para o tornar uma realidade em escala prática

Francisco Laranjeira
Fevereiro 12, 2025
8:15

Investigadores da Universidade de Oxford (Reino Unido) construíram um supercomputador capaz de teletransporte quântico: este marco importante na computação quântica concentrou-se no chamado ‘problema de escalabilidade da computação quântica’, com os cientistas a alegarem que permitirá que seja concretizada esta tecnologia de próxima geração a um nível revolucionário para a indústria.

De acordo com a publicação ‘The Independent’, o campo da computação quântica existe há décadas, mas somente nos últimos anos houve avanços significativos para o tornar uma realidade em escala prática.

Utilizando as propriedades da física quântica, essas máquinas de última geração substituem os bits tradicionais – os “uns” e “zeros” usados ​​para armazenar e transferir informações digitais – por bits quânticos (qubits), que podem atuar como um e um zero ao mesmo tempo, através de um fenómeno conhecido como sobreposição. Isso dá aos computadores quânticos o potencial de ordens de magnitude mais poderosos do que os supercomputadores de última geração atualmente, com tecnologia de computação convencional.

Não é a primeira vez que cientistas alcançam o teletransporte quântico, com equipas a transferirem dados de um local para outro sem mover qubits. No entanto, é a primeira demonstração de teletransporte quântico de portas lógicas – os componentes mínimos de um algoritmo – através de um link de rede.

Os investigadores afirmamra que a técnica de teletransporte quântico pode formar a base para uma futura “internet quântica”, que ofereceria uma rede ultrassegura para comunicações, computação e deteção. “Demonstrações anteriores de teletransporte quântico concentraram-se na transferência de estados quânticos entre sistemas fisicamente separados”, sublinhou Dougal Main, do Departamento de Física da Universidade de Oxford e autor do estudo publicado na revista ‘Nature’.

“Usámos teletransporte quântico para criar interações entre esses sistemas distantes. Ao adaptar cuidadosamente essas interações, podemos executar portas quânticas lógicas – as operações fundamentais da computação quântica – entre qubits alojados em computadores quânticos separados”, concluiu o especialista.

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