Foram vários os setores fortemente impactados pela pandemia. A restauração teve uma quebra na faturação entre os 76 e os 100% neste período, enquanto que os setores de hotelaria e viagens apontam para uma quebra de 100%. Também os setores dos eventos, transporte e logística e comércio a retalho (não alimentar) foram afetados e registaram quebras.
Estas são conclusões preliminares do estudo “Efeitos da Pandemia”, desenvolvido pelo Prémio Cinco Estrelas e pela Multidados.com, que será apresentado no próximo dia 15 de julho.
O estudo, para o qual foram questionados 200 consumidores e 200 empresas de cada setor, representando um total de 1.200 consumidores e 1.200 empresas, entre os dias 13 de abril e 10 de maio de 2021, considerou os seis setores que foram identificados como os mais críticos, tendo analisado o desconfinamento e a retoma das atividades económicas sob duas perspetivas: a das empresas e dos consumidores.
Os resultados mostram que a quebra na faturação foi comum a todos os setores analisados, enquanto o online foi a grande aposta para sobreviver durante a pandemia.
“Além das ajudas disponibilizadas pelo Estado, a que a grande maioria recorreu (83,5% na hotelaria), as empresas viram-se obrigadas a repensar os seus negócios e dinâmicas de trabalho, com destaque para o lançamento de lojas online (79,0% no retalho alimentar), a readaptação de processos logísticos (60,5% na restauração), a implementação de novos sistemas de higienização e segurança (67,0% no transporte e logística) e a aposta na comunicação online (61,5% nos eventos)”, pode ler-se no relatório.
O ponto de vista dos consumidores
Quanto aos consumidores, estes foram questionados sobre a sua ajuda aos setores mais afetados durante a pandemia, sendo que a restauração (53,0%) e hotelaria (35,5%) foram os que receberam mais ajudas.
A maioria dos apoios dos consumidores traduziu-se na manutenção das subscrições já efetuadas/compras regulares, como demonstra o retalho não alimentar (69,1%), a restauração (58,5%) e a hotelaria (56,3%).
A utilização de máscara continua a ser a medida que mais segurança dá aos consumidores nos diversos setores – 85,5% no serviço de transporte e logística, 80,0% na área de viagens, 78,5% no retalho alimentar, 77,5% em eventos, 76,0% na hotelaria e 72,5% na restauração -, a que se seguem as medidas de distanciamento social, desinfeção dos espaços e desinfeção das mãos.














