Responde ‘sim’ a todas estas perguntas? Segundo Steve Jobs, fundador da Apple, é sinal de que tem mais felicidade do que pensa

A felicidade é um objetivo universal, mas a forma como cada pessoa a alcança pode variar amplamente consoante as suas expectativas e experiências de vida. No entanto, a ciência tem identificado padrões que contribuem para o bem-estar e a longevidade, como demonstrado pelo conceito das Zonas Azuis — regiões do mundo onde a população vive mais tempo e de forma mais feliz.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 1, 2025
18:00

A felicidade é um objetivo universal, mas a forma como cada pessoa a alcança pode variar amplamente consoante as suas expectativas e experiências de vida. No entanto, a ciência tem identificado padrões que contribuem para o bem-estar e a longevidade, como demonstrado pelo conceito das Zonas Azuis — regiões do mundo onde a população vive mais tempo e de forma mais feliz.

Entre essas zonas encontram-se locais como a ilha da Sardenha, em Itália, Okinawa, no Japão, e Nicoya, na Costa Rica. Os habitantes dessas áreas seguem hábitos de vida específicos que promovem não só a longevidade, mas também uma maior satisfação pessoal. Inspirado por esses princípios, Steve Jobs, o fundador da Apple, incorporou algumas dessas práticas no seu dia a dia para manter o equilíbrio entre a enorme pressão de liderar uma gigante tecnológica e a sua própria sanidade mental.

Jobs defendia que existem alguns aspetos fundamentais para alcançar a felicidade, e que qualquer pessoa pode fazer um balanço da sua vida respondendo a seis perguntas simples. Se a maioria das respostas for ‘sim’, talvez já tenha mais felicidade do que imagina.

1. Estabelece e alcança os seus objetivos?
Para Steve Jobs, definir objetivos — por mais pequenos que fossem — era essencial para se sentir realizado. Ele acreditava que não era necessário ter grandes propósitos de vida desde o início, mas sim definir metas alcançáveis e ir construindo, passo a passo, um caminho de sucesso.

Esta visão está alinhada com estudos que indicam que a sensação de progresso e conquista contribui diretamente para o bem-estar emocional. Quando uma pessoa define e atinge objetivos, mesmo que modestos, sente um aumento da sua autoestima e motivação.

2. Tem uma alimentação equilibrada e saudável?
Diversas investigações mostram que as populações mais longevas e felizes seguem dietas predominantemente baseadas em vegetais, como é o caso dos habitantes das Zonas Azuis. Contudo, isso não significa que seja necessário ser vegetariano.

Especialistas apontam que a chave para uma vida saudável — e consequentemente mais feliz — está no equilíbrio. Incluir alimentos frescos, evitar ultraprocessados e manter uma alimentação variada são fatores que podem influenciar tanto a saúde física quanto o estado de espírito.

3. Tem dinheiro suficiente para fazer o que quer?
Embora o dinheiro, por si só, não traga felicidade, a segurança financeira pode eliminar preocupações e proporcionar acesso a necessidades e prazeres que contribuem para o bem-estar.

Estudos demonstram que, até certo ponto, o aumento dos rendimentos melhora a qualidade de vida, reduz o stress e permite maior liberdade de escolha. Jobs defendia que a felicidade não estava no dinheiro, mas reconhecia que ter os recursos necessários para viver sem grandes preocupações era um fator importante para a tranquilidade mental.

4. Passa tempo com a família e os amigos?
O ambiente social é um dos aspetos mais determinantes para a felicidade. Manter relações saudáveis com família e amigos não só fortalece laços emocionais, como também reduz o stress e promove uma vida mais equilibrada.

Jobs aprendeu esta lição da forma mais difícil. Durante grande parte da sua carreira, priorizou o trabalho, mas nos seus últimos anos na Apple percebeu a importância de encontrar um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. Passar mais tempo com a família tornou-se uma prioridade e, segundo ele, ajudou-o a encontrar um maior sentido de realização.

5. Aprende algo novo todos os dias?
A curiosidade e o desejo de aprender estão frequentemente associados a níveis mais elevados de satisfação pessoal. Jobs costumava dizer que era essencial “manter a fome” de conhecimento, e esta mentalidade é partilhada por muitas pessoas consideradas bem-sucedidas e felizes.

Não significa que seja necessário aprender algo novo todos os dias, mas sim manter a mente aberta para novas experiências e conhecimentos. O desenvolvimento contínuo mantém o cérebro ativo, promove a criatividade e ajuda a enfrentar desafios com mais confiança.

6. É uma pessoa ativa?
A atividade física vai além da questão estética — tem um impacto direto na autoestima e no bem-estar psicológico. Praticar exercício regularmente melhora a disposição, reduz o risco de depressão e aumenta os níveis de energia.

Steve Jobs levava este princípio muito a sério e ficou conhecido pelas suas famosas reuniões a caminhar. Em vez de se sentar numa sala de reuniões, preferia discutir ideias enquanto passeava, acreditando que isso estimulava a criatividade e tornava as conversas mais produtivas.

O segredo para a felicidade pode estar em pequenas mudanças
Embora cada pessoa tenha a sua própria definição de felicidade, os padrões identificados por Jobs e pelos estudos científicos sugerem que mudanças simples no estilo de vida podem ter um impacto significativo.

Se respondeu ‘sim’ a muitas destas perguntas, talvez já tenha encontrado a sua própria fórmula para uma vida mais feliz. Se não, talvez esteja na hora de começar a fazer pequenos ajustes no seu dia a dia para melhorar o seu bem-estar.

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