A nova secretária do Interior do Reino Unido, Shabana Mahmood, anunciou esta terça-feira que todos os migrantes que desejem trabalhar no país terão de demonstrar um domínio mais elevado da língua inglesa, passando a ser exigido o nível B2 — equivalente ao ensino secundário avançado no Reino Unido.
A medida, que reforça as atuais regras de proficiência linguística, eleva o requisito mínimo do atual nível equivalente ao ensino básico (GCSE) para um patamar substancialmente mais alto. Os candidatos a vistos de trabalho qualificado, de elevado potencial individual ou do programa “scale-up” terão agora de provar que conseguem comunicar de forma “fluente e espontânea, sem grande esforço na procura de expressões”, tanto em contextos sociais como académicos e profissionais.
Shabana Mahmood justificou a decisão com a necessidade de promover uma maior integração e participação social por parte dos migrantes. “É inaceitável que pessoas venham para o Reino Unido sem aprender a nossa língua. Isso impede-as de contribuir plenamente para a vida nacional”, afirmou a governante, ao apresentar as novas diretrizes.
O endurecimento das exigências linguísticas faz parte de uma revisão mais ampla da política migratória britânica, delineada no Livro Branco sobre Imigração publicado em maio, onde o Governo já tinha avançado com a intenção de aumentar o rigor nas condições de entrada.
De acordo com o novo padrão, os candidatos deverão demonstrar competências sólidas em compreensão oral, leitura, escrita e expressão verbal — correspondentes ao nível B2 do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas.
A medida deverá afetar milhares de potenciais candidatos a vistos de trabalho e representa uma das primeiras grandes decisões da nova secretária do Interior, conhecida por defender uma abordagem mais exigente em matéria de imigração e integração linguística.














