Região administrativa do sul da Dinamarca ameaça despedir quem viaje para Portugal

A região administrativa do Sul da Dinamarca enviou uma carta a 25 mil colaboradores onde ameaça despedir aqueles que viagem para países desaconselhados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês.

Executive Digest
Junho 25, 2020
9:53

A região administrativa do Sul da Dinamarca enviou uma carta a 25 mil colaboradores onde ameaça despedir aqueles que viagem para países desaconselhados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, nos quais se inclui Portugal, avança a imprensa local.

Contactado pelo jornal “JydskeVestkysten”, o director de recursos humanos da região administrativa do Sul da Dinamarca, Lene Borregaard, explicou que a carta serve para que os colaboradores não tenham «surpresas desagradáveis» no regresso ao trabalho.

Por outro lado, John Christiansen, do Conselho Dinamarquês de Enfermagem, defendeu que a carta é uma medida «exagerada». «As directrizes mudam a qualquer momento e é complexo», constatou, apelando a «mais orientação do que ameaças».

Recorde-se que o Governo daquele país desaconselha viagens para países com uma média de pelo menos 20 novos casos de infecção pelo novo coronavírus por 100 mil habitantes na semana anterior à data da viagem.

A Dinamarca vai reabrir as suas fronteiras aos países da União Europeia (UE), que registem um baixo número de infecções pelo novo coronavírus, a partir deste sábado, dia 27 de Junho. No entanto, considera que Portugal e a Suécia ainda não cumprem os requisitos necessários para que as fronteiras sejam reabertas.

Para já, o país nórdico reabriu as suas fronteiras com alguns países como é o caso da Islândia, Alemanha e Noruega.  O Governo do país sublinha ainda que os turistas só poderão entrar desde que reservem pelo menos seis noites de alojamento.

Em resposta a esta medida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse, no passado dia 19 de Junho, que o Governo de Lisboa «reserva-se o direito de aplicar o princípio da reciprocidade», lamentando que países como a Dinamarca apenas tomem em conta o critério dos casos de infectados por número de habitantes, esquecendo outros indicadores importantes.

Na altura, em declarações à “Lusa”, o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Faaborg-Andersen, disse que espera que os níveis de contágio em Portugal desçam até ao próximo dia 27, fazendo com que automaticamente a exclusão deste país da abertura de fronteiras seja revertida. «A Dinamarca está a fazer a monitorização todas as semanas. Basta que Portugal desça um pouco do actual rácio, para que passe a ficar no lote dos restantes países europeus.»

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