Recurso de Bolsonaro a pena de 27 anos de prisão é hoje apreciado pelo Supremo Tribunal

No dia 11 de setembro, Bolsonaro e sete dos seus mais próximos colaboradores, entre antigos ministros e altos comandos militares, foram condenados por orquestrar um golpe após perderem as eleições de 2022, vencidas pelo atual Presidente, Lula da Silva

Executive Digest com Lusa
Novembro 7, 2025
7:45

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil começa a apreciar de forma virtual, esta sexta-feira, o recurso apresentado pelo ex-Presidente Jair Bolsonaro contra a condenação de mais de 27 anos de prisão na sequência “da ação penal sobre tentativa de golpe de Estado, para a sessão virtual de 07 a 14 de novembro de 2025”, referiu, em comunicado, o STF.

Dessa forma, os magistrados que compõem o órgão terão sete dias para depositar os seus votos de forma eletrónica.

“Dos oito condenados, apenas o tenente-coronel Mauro Cid não recorreu. Ele é ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e atuou como réu colaborador na ação penal”, detalhou o STF.

No dia 11 de setembro, Bolsonaro e sete dos seus mais próximos colaboradores, entre antigos ministros e altos comandos militares, foram condenados por orquestrar um golpe após perderem as eleições de 2022, vencidas pelo atual Presidente, Lula da Silva.

O ex-chefe de Estado recebeu a pena mais severa de todas por ter sido considerado o “líder” da “organização criminosa” que procurou “perpetuar-se no poder”.

A sentença foi publicada em 22 de outubro, data a partir da qual se abriu o prazo para apresentação de recursos.

Contudo, este primeiro recurso não avaliará o mérito da condenação e limitar-se-á apenas a questões formais.

A defesa de Jair Bolsonaro pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a redução da pena, num recurso em que alegou que o direito à ampla defesa foi violado.

Os advogados de Bolsonaro alegaram que, além do cerceamento da defesa, o ex-chefe de Estado foi condenado com base numa confissão “viciada e contraditória” de um dos seus ex-assessores.

Alegaram ainda erros jurídicos do STF ao puni-lo por golpe de Estado e por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que consideram ser o mesmo crime.

Antes da execução da sentença, a defesa do ex-presidente ainda poderá apresentar outro recurso.

Uma vez julgados os recursos, o STF deverá ordenar a execução das penas e definir onde serão cumpridas.

Bolsonaro, de 70 anos, encontra-se em prisão domiciliária na sua residência em Brasília desde agosto.

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