A presença de marcas chinesas na Europa continua a crescer, embora ainda represente uma fatia pequena do mercado. Dados recentes de registos de veículos citados pela publicação motorizada ‘L’Automobile Magazine’ mostram que a Noruega é o país europeu que mais adota carros chineses, enquanto países como França permanecem relutantes, mesmo com incentivos à eletrificação.
Segundo a análise da Inovev, a participação de mercado de fabricantes chineses na Europa atingiu 6% em 2025, excluindo a Volvo. Quando se considera a Volvo, propriedade da empresa chinesa Geely, a quota sobe para 8,4%. Apesar do crescimento, existem grandes disparidades entre os países europeus.
O sucesso escandinavo
Na Noruega, a aceitação de veículos chineses é notória. O país registou uma quota de 13,7% em 2025, tornando-se o maior mercado europeu para estas marcas. Incluindo a Volvo, a participação sobe para 21,5%, um valor expressivo considerando que muitas destas marcas eram praticamente desconhecidas antes da pandemia de Covid-19. Modelos como o Xpeng G6 têm obtido boa receção junto de consumidores conscientes ambientalmente, um fator associado à elevada eletrificação do parque automóvel norueguês.
França, entre os mais reticentes
A situação é diferente em França, onde a participação de mercado projetada para 2025 é de apenas 3,4%, uma das mais baixas da Europa. O país mantém subsídios para veículos elétricos que excluem carros produzidos na China, limitando o crescimento de marcas como MG, BYD e Xpeng. Apesar disso, o MG ZS híbrido tem conseguido destaque, especialmente em comparação com concorrentes como o Dacia Duster híbrido, beneficiando de preços competitivos e garantias atrativas.
Embora a tendência de adoção de carros chineses esteja a aumentar, a imagem limitada das marcas na Europa e a rede de assistência e peças pouco desenvolvida continuam a ser barreiras. As vendas tendem a concentrar-se em mercados com maior consciência ambiental e abertura à eletrificação, enquanto consumidores mais conservadores, como os franceses, mantêm reservas.




