Quase todos cometemos este erro ao apagar a TV (e estamos a estragá-la a pouco e pouco)

Mais do que um mero aparelho para ver canais tradicionais, a televisão moderna — agora um dispositivo inteligente — é usada para navegar na internet, aceder a aplicações ou até controlar dispositivos domésticos.

Pedro Gonçalves
Abril 19, 2025
11:00

Apesar da crescente utilização de smartphones, redes sociais e plataformas de streaming que permitem ver conteúdos em qualquer lugar e a qualquer hora, a televisão continua a ser um elemento central na maioria dos lares. Mais do que um mero aparelho para ver canais tradicionais, a televisão moderna — agora um dispositivo inteligente — é usada para navegar na internet, aceder a aplicações ou até controlar dispositivos domésticos.

No entanto, há um erro aparentemente inofensivo que muitos continuam a cometer ao desligar a televisão e que, com o tempo, pode estar a comprometer seriamente a sua longevidade, especialmente se se tratar de um modelo com tecnologia OLED. A prática comum de desligar a televisão diretamente da corrente elétrica — seja retirando a ficha da tomada ou desligando uma extensão (vulgo régua) — está a danificar estes aparelhos de forma lenta, mas constante.

Segundo o elEconomista.es, esta prática está enraizada na ideia de poupança energética. Muitos consumidores optam por desligar completamente os aparelhos para evitar o chamado “consumo em standby”, que continua a gastar eletricidade mesmo com o televisor aparentemente desligado. No entanto, os ganhos reais em poupança são mínimos — no máximo cerca de 10 euros por ano — e os prejuízos para o equipamento podem ser bastante maiores.

No caso dos televisores OLED, este tipo de desligamento abrupto é particularmente prejudicial. Isto porque, ao contrário dos modelos LCD ou LED, os televisores OLED realizam um processo automático de manutenção interna após serem desligados. Esse processo dura cerca de 20 minutos e tem como objetivo preservar a qualidade da imagem e prolongar a vida útil do ecrã, prevenindo o desgaste prematuro dos pixéis — algo comum neste tipo de tecnologia.

Ao cortar imediatamente a energia, este ciclo de manutenção não chega sequer a iniciar-se, o que pode levar a um envelhecimento acelerado do painel, com sintomas como retenção de imagem (burn-in), degradação do brilho e cores menos uniformes. Isto significa que o aparelho poderá começar a apresentar problemas visuais visíveis muito antes do esperado.

Ainda que os televisores LED e LCD não contem com esse processo pós-desligamento, também não há vantagens reais em desligá-los diretamente da corrente. Além do impacto limitado na conta da eletricidade, esta prática pode contribuir para um desgaste geral dos componentes, já que o encerramento súbito impede que o sistema do aparelho finalize corretamente as suas operações internas.

A recomendação dos especialistas é clara: desligue sempre a televisão através do comando ou do botão próprio no aparelho. Isto permite que o sistema desligue de forma segura, mantendo a integridade do software e, no caso dos modelos OLED, garantindo que o ciclo de manutenção decorra como previsto pelo fabricante.

Com televisores cada vez mais sofisticados — e mais caros —, preservar o seu bom funcionamento depende muitas vezes de pequenas ações do dia-a-dia. E desligar corretamente o aparelho é uma das mais simples e eficazes.

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