Quase 40% dos portugueses planeia revender presentes de Natal que não correspondem às suas preferências, optando pelo mercado de segunda mão em vez de guardar os artigos ou oferecê-los novamente. A conclusão resulta de um estudo da plataforma Wallapop, desenvolvido em parceria com a MuP Research, que analisa os hábitos de consumo dos portugueses no período natalício e o destino dado às prendas indesejadas.
Segundo os dados apurados, 39% dos inquiridos afirma que, perante um presente que não pretende utilizar, a primeira opção passa pela revenda. As alternativas surgem com menor expressão: apenas 24% admite voltar a oferecer o artigo a outra pessoa, enquanto 37% prefere guardá-lo, mesmo sem intenção de o usar. Neste contexto, a revenda é vista como uma solução prática, permitindo evitar o desperdício, libertar espaço em casa e recuperar algum dinheiro após as despesas associadas à quadra festiva.
Entre as principais motivações apontadas para a revenda de presentes destacam-se o desejo de evitar a acumulação e a desarrumação no lar, razão indicada por 43% dos inquiridos. Segue-se a intenção de utilizar o valor obtido para oferecer “a prenda perfeita” a outra pessoa, referida por 33%, enquanto 18% assume que o principal objetivo é fazer dinheiro extra.
O estudo identifica ainda quais são os presentes de Natal menos desejados pelos portugueses. Pijamas e meias lideram a lista, com 35% dos inquiridos a apontá-los como os artigos que menos gostaria de encontrar debaixo da árvore de Natal. Em segundo lugar surgem os objetos de decoração para a casa, como molduras, velas ou pequenas plantas, mencionados por 33% dos participantes no inquérito.
Para além do destino dado às prendas indesejadas, o estudo revela uma crescente abertura dos portugueses à economia circular durante o Natal. Quase nove em cada dez inquiridos (88%) admite considerar a compra de presentes reutilizados em vez de novos, depois de conhecer o impacto ambiental das suas escolhas. Esta abertura reflete-se também na recetividade: mais de 90% afirma não se importar de receber presentes em segunda mão, desde que se encontrem em boas condições.
Entre os artigos mais bem aceites como prendas reutilizadas destacam-se os livros, escolhidos por 42% dos inquiridos, seguidos dos brinquedos. Neste último caso, 73% acredita que as crianças dificilmente conseguem perceber se um presente é novo ou reutilizado. Com hábitos de consumo mais conscientes a ganhar expressão, o Natal surge, assim, como uma oportunidade para prolongar o ciclo de vida dos produtos e adotar escolhas que beneficiam simultaneamente o ambiente e o orçamento familiar.














