Quartos a 500 euros: Estudantes desesperados pagam cauções e rendas antecipadas para garantir lugar

O novo ano letivo já está à espreita e, como noutros anos, começa a ‘caça’ ao alojamento estudantil. Com a pressão cada vez maior no mercado de arrendamento, não há ofertas para todos, muito menos a preços acessíveis. Assim, há estudantes desesperados este ano que, para garantirem alojamento, pagam 500 euros por quarto e antecipam o pagamento de cauções e rendas aos senhorios.

Revista de Imprensa
Agosto 28, 2023
10:36

O novo ano letivo já está à espreita e, como noutros anos, começa a ‘caça’ ao alojamento estudantil. Com a pressão cada vez maior no mercado de arrendamento, não há ofertas para todos, muito menos a preços acessíveis. Assim, há estudantes desesperados este ano que, para garantirem alojamento, pagam 500 euros por quarto e antecipam o pagamento de cauções e rendas aos senhorios.

De acordo com o Jornal de notícias havia famílias a pagar cauções e rendas de dois a três meses, ainda antes de serem conhecidas as colocações no ensino superior (que saíram no domingo). Os preços disparam alavancados pela procura também de trabalhadores imigrantes e os quartos em média já chegam aos 500 euros nas plataformas virtuais de arrendamento.

Catarina Ruivo, presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL), cidade onde os quartos estão a preços especialmente altos, explica que os estudantes deslocados representam 40% do total de alunos, e que só há camas para 15% destes nas residências públicas. “A habitação representa cerca de 70% do orçamento mensal do estudante”, indica, explicando casos em que são pedidas duas ou três rendas de entrada para o quarto, num total de 1500 ou até 200 mil euros, algo que é “incomportável quando ainda têm de pagar a taxa de inscrição e a primeira propina”.

No Porto a situação é igualmente grave: Ana Gabriela Cabilhas, presidente da Federação Académica do Porto, diz ao mesmo jornal que há 23% de estudantes deslocados, e que as residências só cobrem pouco mais de 11%. A responsável relata ainda um novo fenómeno: jovens que já acabaram o percurso académico, mas mantém-se no quarto alugado, por não terem condições económicas para arrendar casa.

Já em Coimbra, rendas que antes da pandemia se encontravam nos 150 a 250 euros por mês, atualmente chegam a ser acima dos 300 euros, sem despesas, segundo indica João Caseiro, presidente da Associação Académica de Coimbra, sendo que nesta universidade 70% do total de estudantes são deslocados e as residências públicas só têm 2 mil camas.

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