Num mercado de trabalho marcado pela escassez de talento qualificado e por uma crescente exigência estratégica, o cargo de Diretor-Geral afirma-se como um dos mais valorizados e bem remunerados em Portugal.
Em 2025, estes executivos podem auferir entre 110 mil e 150 mil euros brutos por ano, de acordo com o mais recente levantamento do ManpowerGroup sobre as profissões mais procuradas e bem pagas.
A remuneração reflete o peso estratégico da função. O Diretor-Geral é o principal responsável pela gestão global da empresa, definindo a visão, a estratégia e garantindo a execução dos objetivos de crescimento e inovação. Supervisiona áreas críticas como operações, finanças, vendas, marketing e recursos humanos, sendo frequentemente o rosto da organização junto de investidores, parceiros e outros stakeholders.
Num contexto económico desafiante e em constante transformação, a complexidade das operações empresariais tem vindo a aumentar, o que reforça a procura por líderes com forte capacidade de decisão, visão de mercado e competências de liderança. Esta realidade explica porque o cargo surge no topo da tabela salarial apresentada pelo ManpowerGroup para 2025.
Apesar de o salário base continuar a ser determinante, as empresas estão cada vez mais a complementar a remuneração com benefícios adicionais, como pacotes flexíveis, dias extra de férias, formação executiva e modelos de trabalho híbridos, numa tentativa de atrair e reter executivos de topo num mercado altamente competitivo.
Além dos Diretores-Gerais, o estudo identifica outros cargos de liderança entre os mais bem pagos, como CTO e CIO, Diretores Industriais, Diretores de Centros de Serviços Partilhados e CISOs, com salários que podem igualmente ultrapassar os 100 mil euros anuais. Ainda assim, é no topo da hierarquia que se concentram as remunerações mais elevadas, refletindo a crescente responsabilidade e pressão associadas à liderança das organizações.














