O azeite, frequentemente apelidado de “ouro líquido”, é um elemento essencial da dieta mediterrânica. No entanto, ao contrário do que muitos podem pensar, não se mantém em boas condições indefinidamente. Se for armazenado durante demasiado tempo ou de forma inadequada, pode deteriorar-se e tornar-se impróprio para consumo.
A Associação Norte-Americana de Azeite (NAOOA, na sigla em inglês) publicou recentemente um conjunto de recomendações para ajudar os consumidores a identificarem quando o azeite já não deve ser utilizado para fins alimentares. Segundo a organização, além da data de validade indicada na embalagem, há outros sinais a ter em conta para perceber se o azeite se estragou.
Como identificar se o azeite já não está próprio para consumo
De acordo com a NAOOA, um dos primeiros indícios de que o azeite pode ter passado do seu melhor momento é a alteração do seu aroma e sabor. “O azeite desenvolve sabores e odores estranhos quando já passou o seu melhor momento”, esclarece a associação. Em termos sensoriais, um azeite deteriorado pode ter um cheiro semelhante a tinta de cera ou um sabor que recorda nozes rançosas.
Se o azeite apresentar essas características, significa que já se oxidou e, embora possa ainda ser utilizado para outros fins domésticos, como lubrificação ou limpeza, não deve ser consumido.
Prazo recomendado para consumo após abertura
Outro fator essencial a ter em conta é o tempo de conservação após a abertura da embalagem. A NAOOA recomenda que uma garrafa ou garrafão de azeite não seja utilizado para fins alimentares por um período superior a três meses depois de ter sido aberto. Após esse prazo, o risco de deterioração aumenta significativamente, comprometendo o sabor e os benefícios nutricionais do produto.
Fatores que influenciam a durabilidade do azeite
A longevidade do azeite não depende apenas do tempo de armazenamento. A qualidade do produto pode ser afetada por vários fatores, incluindo:
Variedade da azeitona – Algumas variedades são mais sensíveis à oxidação do que outras.
Qualidade da colheita e produção – A forma como as azeitonas são colhidas, processadas e armazenadas influencia a estabilidade do azeite.
Misturas e composições – A presença de diferentes tipos de azeite pode alterar a sua durabilidade.
Condições de armazenamento – A exposição ao calor, luz e oxigénio acelera a degradação do azeite.
Para maximizar a vida útil do azeite, a recomendação é guardá-lo em local fresco e escuro, preferencialmente em recipientes de vidro escuro ou metal, que minimizam a exposição à luz e ao ar.
Apesar de o azeite ser um produto que muitos consumidores associam a uma longa durabilidade, a sua qualidade pode deteriorar-se rapidamente se não forem tomadas as devidas precauções. O prazo de três meses após a abertura, indicado pela NAOOA, serve como referência para garantir que o azeite é consumido no seu estado ideal. Caso apresente cheiros ou sabores estranhos, o melhor será deixá-lo para usos não alimentares e evitar riscos para a saúde.











