Putin ordena ao ministro da Defesa russo que interrompa a contraofensiva ucraniana antes do início de outubro

Sergei Shoigu tem de melhorar a situação nas linhas de frente, parar as contraofensivas ucranianas e fazer com que as forças russas recuperassem a iniciativa

Francisco Laranjeira

Vladimir Putin deu um prazo ao ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, para parar a contraofensiva ucraniana: o responsável, segundo o Instituto para o Estado da Guerra (ISW), tem até outubro para travar as forças armadas de Kiev.

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“Uma fonte interna do Kremlin afirmou que Putin supostamente deu ao ministro da Defesa russo, Sergey Shoigu, um prazo de um mês, até o início de outubro de 2023, para melhorar a situação nas linhas de frente, parar as contraofensivas ucranianas e fazer com que as forças russas recuperassem a iniciativa”, informou a ISW.

De acordo com a fonte do ISW, o comando militar russo pode estar a ordenar contra-ataques contínuos na esperança de levar a contraofensiva de Kiev a um clímax, mesmo que isso tenha um custo para as capacidades militares russas. De acordo com os especialistas britânicos, Putin reconheceu pela primeira vez a contraofensiva ucraniana a 9 de junho último, enfatizando duas narrativas principais: que as forças ucranianas não obteriam ganhos significativos devido às defesas russas bem preparadas e que as tropas de Kiev iriam sofrer pesadas perdas de pessoal e equipamento militar ocidental.

“Putin e o Kremlin têm enquadrado as operações defensivas russas como uma grande vitória no campo de batalha, e os persistentes contra-ataques russos permitem ao Kremlin reivindicar estas operações como vitórias individuais por entre a falta geral de avanços no campo de batalha russo em outros outros lugares”, apontou o ISW, salientando que estes esforços procuram minar o apoio e a confiança nas forças ucranianas, tanto para Kiev como para o Ocidente.

“Putin pode ter ordenado ao comando militar russo que mantivesse todas as posições defensivas iniciais da Rússia para criar a ilusão de que as contraofensivas ucranianas não alcançaram quaisquer efeitos tácticos ou operacionais, apesar do apoio ocidental substancial. Este empreendimento informativo só poderá ter sucesso a longo prazo se as forças russas puderem impedir que as forças ucranianas invadam e libertem grandes áreas”, concluiu o ISW.

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