O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta quarta-feira o teste bem-sucedido do submarino nuclear não tripulado ‘Poseidon’, lançado de um submarino e capaz de transportar ogivas nucleares, destacando ainda que esse armamento não tem equivalentes em outros países do mundo.
“Ontem [terça-feira] realizámos mais um teste de outro sistema promissor, o submarino não tripulado ‘Poseidon’, também movido a energia nuclear”, disse o chefe de Estado, durante uma reunião com soldados feridos na guerra na Ucrânia, transmitida pela televisão estatal russa.
A existência do ‘Poseidon’ foi anunciada pelo próprio Putin em março de 2018 e trata-se de um projétil com cerca de 24 metros de comprimento, com capacidade para transportar uma ogiva nuclear e operar, em parte, como um ‘drone submarino’.
Embora tenha sido descrita em alguns meios de comunicação como a “Arma do Apocalipse”, vários especialistas argumentam que o mesmo efeito pode ser alcançado com um míssil intercontinental como os que estão em operação desde a década de 1960.
Em contrapartida, Putin afirmou que “o ‘Poseidon’, cujas capacidades poderiam incluir o envenenamento de grandes áreas de água com radiação, representa uma melhoria significativa em relação ao ‘Sarmat’ — um míssil balístico intercontinental conhecido como ‘Satan II’ — em termos de poder.” “Na verdade, a velocidade e a profundidade de deslocamento deste dispositivo subaquático não tripulado são incomparáveis no mundo”, afirmou.
“É improvável que (uma arma semelhante) seja desenvolvida em breve. Não existem métodos de intercetação”, enfatizou o presidente russo, acrescentando que o teste foi “um grande sucesso”. “Além de todas as vantagens que mencionei sobre o ‘Burevestnik‘, ele também é extremamente pequeno. É cem vezes menor do que um reator de submarino nuclear”, explicou.
“No entanto, o poder do ‘Poseidon’ supera significativamente o nosso míssil balístico intercontinental mais avançado, o ‘Sarmat’. Não existe nada comparável em nenhum outro lugar”, reiterou o presidente russo, que no fim de semana confirmou o teste bem-sucedido do ‘Burevestnik’, capaz de percorrer uma distância mínima de 14.000 quilómetros.


















