Um homem procurado internacionalmente pelas autoridades russas foi detido pela PSP na Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca de Xira, quando tentava alugar uma autocaravana recorrendo a documentação falsa, replicando um esquema que já tinha utilizado em Espanha para se apropriar de viaturas de aluguer. O suspeito encontra-se em prisão preventiva e deverá ser extraditado para a Rússia, onde tem sete anos de pena de prisão por cumprir por crimes de extorsão.
A detenção ocorreu na sexta-feira, depois de a polícia ter recebido uma denúncia que alertava para a presença de um homem que estaria prestes a levantar uma autocaravana utilizando documentos de identificação falsificados. Os agentes deslocaram-se à IndieCampers, empresa de aluguer de autocaravanas com atividade em Portugal e Espanha, onde o suspeito tinha efetuado previamente uma reserva online com recurso a identidade falsa.
De acordo com a PSP, o homem estaria a repetir um método já usado pelo menos três vezes no país vizinho, sempre na mesma empresa, com o objetivo de se apropriar das viaturas. As suspeitas confirmaram-se quando o indivíduo se apresentou nas instalações para levantar a autocaravana, tendo sido de imediato reconhecido pelas autoridades. A polícia adiantou que foi “prontamente reconhecido pelos polícias, com base nas imagens anteriormente visualizadas”.
Durante a abordagem, quando lhe foi pedido que exibisse o cartão de identificação, os agentes perceberam que o suspeito transportava na carteira vários documentos com características semelhantes a cartões oficiais. A PSP explicou que, ao notar a presença de “outros cartões com formato e características idênticas a documentos de identificação”, e face à forte suspeita de contrafação associada aos crimes já registados em Espanha, foi solicitado que mostrasse todos os documentos que tinha consigo, pedido ao qual o homem acedeu.
Na sua posse foram encontrados dois cartões de identificação emitidos por países diferentes e com nomes distintos, bem como duas cartas de condução, indícios que motivaram a detenção imediata por falsificação de documentos.
Já na esquadra, diligências efetuadas junto da Interpol permitiram apurar a verdadeira identidade do suspeito e revelar que sobre ele pendia um Mandado Internacional para efeitos de extradição, emitido pelas autoridades da Federação Russa. Esse mandado destina-se ao cumprimento de uma pena de prisão efetiva naquele país, relacionada com crimes de extorsão, cuja condenação totaliza sete anos de cadeia.
O detido foi posteriormente presente ao Tribunal da Relação competente, que determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa, ficando em prisão preventiva enquanto decorre o processo de extradição para a Rússia.




