Presidente da Finlândia diz que mundo entrou numa “nova era nuclear”

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou hoje que o mundo entrou “numa nova era nuclear”, dias depois de o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, ter autorizado testes de armas nucleares, na sequência dos últimos testes da Rússia.

Executive Digest com Lusa
Novembro 3, 2025
18:19

O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, afirmou hoje que o mundo entrou “numa nova era nuclear”, dias depois de o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, ter autorizado testes de armas nucleares, na sequência dos últimos testes da Rússia.

“Anova realidade significou também uma mudança na lógica da dissuasão. A estabilidade estratégica entre as grandes potências também está a sofrer uma transformação. Entrámos numa nova era nuclear em que, infelizmente, o papel das armas nucleares tem vindo a aumentar”, afirmou durante o evento de abertura do curso de Defesa Nacional.

Durante o seu discurso, Stubb afirmou que o “ambiente de segurança” da Finlândia é “mais adverso” do que gostaria, sublinhando que “a ênfase nas questões da guerra e da paz na política mundial” não é algo que “desejaria”, embora tenha sublinhado que “é uma realidade” e que, por isso, o país nórdico está “preparado”.

O presidente finlandês reconhece que “as novas e cada vez mais sofisticadas formas de influência híbrida representam um desafio” para a sociedade finlandesa.

“Antes de mais, temos de proteger as nossas infraestruturas críticas, tanto físicas como digitais”, afirmou o Chefe de Estado finlandês a partir da capital, Helsínquia.

“A nossa era atual é também definida por uma mudança no papel dos Estados Unidos. No domínio militar, a nossa cooperação bilateral está a prosperar, no entanto, não podemos ignorar que os Estados Unidos estão a voltar a sua atenção, em parte, para outras áreas, e esta mudança veio para ficar”, disse.

Abandonando décadas de não-alinhamento militar, o país nórdico aderiu à aliança militar da NATO em 2023, após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Trump revelou na semana passada que tinha dado instruções ao Pentágono para iniciar estes testes nucleares “devido aos programas de testes de outros países”.

Depois, insistiu que a Rússia e a China estão a realizar “testes nucleares em segredo” numa entrevista transmitida pela cadeia norte-americana CBS.

“A Rússia está a fazer testes e a China também, mas eles não falam sobre isso. Nós somos uma sociedade aberta. Temos que falar, porque, caso contrário, os jornalistas descobrem e publicam. Eles não têm jornalistas que escreveriam sobre isso, nós temos”, declarou o presidente norte-americano.

Posteriormente, a administração Trump esclareceu que os testes autorizados não incluirão “explosões nucleares”.

O presidente norte-americano citou repetidamente os últimos testes de armamento da Rússia, que incluíram o lançamento do míssil “Burevestnik” e do torpedo nuclear “Poseidon”, embora o Kremlin tenha recordado que estes não constituem testes nucleares, uma vez que não transportam ogivas nucleares nem envolvem explosões nucleares.

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