O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira que a entidade máxima do futebol mundial deveria suspender a proibição imposta à Rússia de participar de torneios internacionais.
A Rússia foi banida de participar de torneios internacionais de futebol pela FIFA imediatamente após a invasão da Ucrânia no inverno de 2022. A proibição permanece em vigor, embora as seleções de base tenham sido autorizadas a competir desde 2023.
“Temos de fazer isso”, disse Infantino, em entrevista à ‘Sky News’, quando questionado se consideraria suspender a proibição. “Sou contra proibições, sou contra boicotes também”, acrescentou, dizendo que apenas “criam mais ódio”.
De acordo com o chefe do futebol mundial, seria uma mensagem positiva ter “meninos e meninas da Rússia” a participar em torneios de futebol por toda a Europa.
Infantino mantém laços estreitos com o presidente dos EUA, Donald Trump, e concedeu-lhe o recém-criado Prémio da Paz da FIFA — amplamente visto como uma homenagem simbólica, visto que o presidente americano não recebeu o Prémio Nobel da Paz, apesar de ter feito forte campanha para tal — em dezembro.
A FIFA também inaugurou um escritório na Trump Tower, em Nova Iorque, em julho, e nomeou Ivanka, filha de Trump, para o conselho de um projeto beneficente na área da educação, cofinanciado pela venda de ingressos para a Mundial FIFA em 2026.
Os EUA vão sediar o Campeonato do Mundo neste verão, com o México e o Canadá, e têm enfrentado pedidos de boicote por parte de alguns setores da política e da sociedade devido à política externa do Governo Trump. Recorde-se que a Rússia sediou o torneio em 2018.














