Presidente da Câmara dos Deputados do Brasil impede homenagem da extrema-direita a Bolsonaro

Duas comissões presididas por parlamentares do Partido Liberal, sigla do ex-presidente, convocaram reuniões deliberativas com a intenção de aprovar moções de apoio político a Bolsonaro

Executive Digest com Lusa
Julho 22, 2025
19:13

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta, impediu hoje que parlamentares de extrema-direita prestassem homenagens, em sessões que iriam decorrer na instituição, ao ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.

Motta suspendeu uma sessão na Câmara dos Deputados convocada por parlamentares ‘bolsonaristas’, numa altura de férias parlamentares que terminam no início de agosto, na qual o ex-presidente deveria estar presente.

O ato foi publicado no Diário da Câmara dos Deputados no começo da tarde de hoje.

Duas comissões presididas por parlamentares do Partido Liberal, sigla do ex-presidente, convocaram reuniões deliberativas com a intenção de aprovar moções de apoio político a Bolsonaro.

Apesar dão recesso parlamentar, Bolsonaro compareceu a uma reunião na Câmara dos Deputados na segunda-feira, que terminou com desordem e uma advertência judicial que pode levá-lo á prisão porque fez um breve discurso e mostrou a pulseira eletrónica que está obrigado a usar por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

O juiz Alexandre de Moraes, relator de dois processos contra Bolsonaro no STF, pediu aos seus advogados explicações sobre a violação da ordem que o proíbe de usar as redes sociais direta ou indiretamente já que as imagens dele no Congresso foram transmitidas por vários parlamentares e apoiantes.

Essas e outras medidas cautelares foram decididas na última sexta-feira no caso em que Bolsonaro é réu por crimes como tentativa de golpe de Estado e de abolição violenta do Estado democrático de Direito.

Neste novo caso, o ex-presidente e líder da extrema-direita brasileira é investigado por, juntamente com seu filho e deputado Eduardo Bolsonaro, pedir aos Estados Unidos a aplicação de sanções contra o Brasil se os processos criminais contra ele não forem anulados.

Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos desde março passado, afirmou ter influenciado a decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de ameaçar o Brasil com tarifas de 50% a partir de 01 de agosto, se os processos contra Bolsonaro não forem anulados com a aprovação de uma amnistia ampla e irrestrita.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos também suspendeu os vistos de viagem de oito dos onze juízes do STF brasileiro.

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