O PSD não emitirá nenhuma indicação de voto na segunda volta das eleições presidenciais, anunciou hoje Luís Montenegro, considerando que nem António José Seguro nem André Ventura representam o espaço do seu partido.
“Não emitiremos nenhuma indicação, nem é suposto fazê-lo”, declarou o presidente do PSD e primeiro-ministro aos jornalistas, na sede nacional deste partido, em Lisboa, depois de uma reunião da Comissão Permanente Nacional, o órgão partidário mais restrito de direção.
Sobre o candidato apoiado pelo PSD, Luís Marques Mendes, que segundo os resultados provisórios teve cerca de 12% dos votos, Luís Montenegro disse que se apresentou nestas eleições de “forma particularmente empenhada e honrosa” e aceitou “democraticamente o veredicto e a escolha dos portugueses”.
O chefe do Governo PSD/CDS-PP considerou que o espaço do seu partido “não estará representado” numa segunda volta entre António José Seguro, ex-secretário-geral do PS, e André Ventura, presidente do Chega.
“Nós aceitamos essa escolha com humildade democrática. O PSD, portanto, não estará também envolvido na campanha eleitoral”, afirmou Luís Montenegro, acrescentando que o seu partido “foi escolhido para governar o país e é isso que fará nas próximas três semanas, como de resto nos próximos anos”.













