Presidenciais: Mais de 26 mil eleitores só poderão votar a 15 de fevereiro devido ao mau tempo

Mais de 26 mil eleitores apenas poderão exercer o seu direito de voto na segunda volta das eleições presidenciais no próximo dia 15 de Fevereiro, após três autarquias decidirem adiar a votação devido à situação de calamidade que afeta os seus territórios.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 6, 2026
16:01

Mais de 26 mil eleitores apenas poderão exercer o seu direito de voto na segunda volta das eleições presidenciais no próximo dia 15 de Fevereiro, após três autarquias decidirem adiar a votação devido à situação de calamidade que afeta os seus territórios.

Os concelhos de Alcácer do Sal, Arruda dos Vinhos e Golegã comunicaram formalmente à Comissão Nacional de Eleições (CNE) a impossibilidade de garantir a realização do acto eleitoral na data inicialmente prevista. A confirmação foi dada ao PÚBLICO pelo porta-voz da CNE, André Wemans, sendo estas, até às 10h desta sexta-feira, as únicas autarquias que formalizaram o pedido.

Nos três concelhos, estão inscritos 12.162 eleitores em Arruda dos Vinhos, 4.720 na Golegã e 9.796 em Alcácer do Sal, perfazendo um total de 26.678 eleitores. Alguns poderão já ter votado antecipadamente em mobilidade, mas o Ministério da Administração Interna ainda não divulgou esses dados, pelo que não é possível determinar quantos já exerceram o voto.

O número de eleitores cuja votação será adiada poderá aumentar, já que assembleias de voto podem solicitar o adiamento no próprio dia das eleições, caso as condições o justifiquem.

A primeira autarquia a informar a CNE foi Alcácer do Sal, liderada por Clarisse Campos (PS), seguida por Arruda dos Vinhos, presidida por Carlos Alves (PS), e por Golegã, cujo presidente é António Camilo, eleito por um movimento independente.

Chegou a ser indicado que também Pombal tinha comunicado o adiamento da votação, mas tratava-se apenas de um parecer da Comissão Municipal de Protecção Civil, que sugeria que não estavam reunidas condições para o acto eleitoral. A vice-presidente da câmara, Isabel Marto, explicou que a decisão final competia ao presidente da Câmara, que optou por não solicitar o adiamento.

No total, a situação de calamidade abrange 68 municípios, onde estão inscritos 1.589.165 eleitores, correspondendo a 14,4% do eleitorado nacional inscrito para as presidenciais.

Assim, os 26.678 eleitores que já tiveram a votação adiada representam cerca de 1,68% do total de eleitores afetados pela calamidade, provocada pelos efeitos das recentes tempestades que têm atingido o país.

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