Presidenciais: Gouveia e Melo comove-se com senhora iraniana a chorar nos seus braços

Com lágrimas no rosto, Gouveia e Melo afastou-se dos repórteres de imagem e foi para um canto do mercado

Executive Digest com Lusa
Janeiro 16, 2026
14:34

O candidato presidencial Gouveia e Melo comoveu-se, hoje, em campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa, após uma senhora iraniana ter chorado convulsivamente nos seus braços, temendo estarem a acontecer assassinatos no seu país.

Já depois de ter passado as bancas de peixe, a senhora aproximou-se do ex-chefe do Estado-Maior da Armada e disse-lhe em inglês que é iraniana, que a sua filha é portuguesa, “de um país que sabe o que é a liberdade”.

“O Irão está em risco com um regime terrorista. Há mortes todos os dias. Há cinco mil iranianos em Portugal. Temos pelo menos 60 mil pessoas em risco e não conseguimos fazer nada, nem saber nada”, afirmou.

Já a chorar, com a cabeça nos braços do almirante, manifestou-se apreensiva por o regime de Teerão ter fechado as comunicações com o exterior.

“Fecharam a internet, fecharam os telefones e todas as comunicações. Não temos notícias do Irão”, declarou, antes de deixar um pedido (no mínimo difícil) ao candidato presidencial.

“Por favor, deporte este embaixador iraniano [em Portugal] que representa um regime terrorista. Sei que o senhor não é político, sei que o senhor ajuda as pessoas. Por favor, ajude-nos”, implorou.

A seguir, com lágrimas no rosto, Gouveia e Melo afastou-se dos repórteres de imagem e foi para um canto do mercado. Esteve lá alguns minutos e voltou sem grande vontade de conversa com clientes ou vendedores do mercado.

No fim da ação de campanha, já reestabelecido, falou com os jornalistas sobre este episódio com a senhora iraniana.

“Estamos num mundo muito conturbado. Está por dias uma ação no Irão. Aquela senhora deixou-me emocionado. Diz que não consegue sequer saber o que se passa no Irão, porque cortaram a internet. Há suspeitas de execuções em massa e prisões em massa”, referiu.

Gouveia e Melo passou depois, diretamente, para a campanha presidencial.

“O mundo está mesmo muito confuso e precisamos de alguém com capacidade de decisão, alguém com capacidade para acrescentar valor ao Estado Português, valor nas cadeias de decisão. Face à minha experiência anterior, posso constituir esse elemento”, acrescentou.

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