Presidenciais: Candidato Vieira promete voltar a candidatar-se e diz que derrota é vitória

O candidato presidencial Manuel João Vieira disse hoje que irá candidatar-se a umas próximas eleições presidenciais e considerou, mesmo que paradoxalmente, que “esta vitória é uma derrota” e que “esta derrota é uma vitória”.  

Executive Digest com Lusa
Janeiro 18, 2026
21:36

O candidato presidencial Manuel João Vieira disse hoje que irá candidatar-se a umas próximas eleições presidenciais e considerou, mesmo que paradoxalmente, que “esta vitória é uma derrota” e que “esta derrota é uma vitória”.

“Vestindo outros trajes, mais velho, mas voltarei”, disse o candidato presidencial, numa reação às projeções na sua sede de campanha, em Campo de Ourique, enquanto jantava “carne com arroz amarelo”.

As sondagens ICS/ISCTE/GFK/Pitagórica à boca da urna para a SIC e para a TVI/CNN colocam o candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, entre 30,8% e 35,2% dos votos nas eleições de hoje, seguido de André Ventura, apoiado pelo Chega, com 19,9% a 24,1%, e o candidato apoiado pela IL, João Cotrim Figueiredo.

Todas as sondagens à boca das urnas colocavam Manuel João Vieira à frente de Jorge Pinto, o candidato apoiado pelo Livre.

Para o músico dos Ena Pá 2000, estas sondagens “não são surpreendentes” e confirmam “a tendência das últimas semanas”.

“O que eu acho preocupante é o número de votos no Chega”, disse referindo-se aos votos depositados no candidato apoiado por este partido, André Ventura.

 “Já era previsível que ficasse o Seguro no segundo lugar, mas eu acho que houve medo da parte dos eleitores de uma picardia entre o Seguro e a outra direita liberal, de maneira que foram todos para o Seguro e acho que isso fez com que os outros candidatos tivessem menos votos”, disse.

Manuel João Vieira adiantou que estava a beber vinho tinto, mas não canalizado, como o que prometeu aos portugueses caso fosse eleito.

O músico desafiou os outros candidatos a fazerem uma campanha como a sua: com baixo orçamento.

“Eu desafiaria os outros candidatos a fazerem uma candidatura como a nossa, com o número de pessoas que a nossa teve e com o orçamento que a nossa campanha teve, e gostaria então de ver qual seria o resultado”, sublinhou.

“Aí é que se via a sério o que é que é, porque quem manda neste país é o dinheiro, e digo já que quando é o dinheiro que se mete nestas coisas, o resultado é sempre fraudulento na minha opinião”, continuou.

Apesar das diferenças entre candidaturas, diz que conseguiu “entrar lá dentro do sistema”.

“Era apertadinho, mas consegui entrar lá dentro”, apontou.

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