As assembleias de voto para as eleições presidenciais encerraram às 19:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores foram hoje chamados à 11.ª eleição do Presidente da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, votando no sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto, constavam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
À porta das assembleias de voto, um comunicado da Comissão Nacional de Eleições (CNE) informava que as três candidaturas rejeitadas não estão sujeitas a sufrágio e referia que “os votos em candidaturas rejeitadas são considerados nulos”.
Assim, os 11 candidatos apareciam no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupava a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.
Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surgia em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.
O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, estava na 11.ª linha, André Ventura, o líder do Chega, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posição.
Para o sufrágio de hoje estavam inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.
Até às 16:00, a afluência às urnas situava-se nos 45,51%, 10,07 pontos percentuais acima da registada até à mesma hora nas anteriores presidenciais de 2021 (35,44%), segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
Os candidatos apelaram à participação dos eleitores, num dia em que a CNE não registou incidentes nas assembleias de voto.














