“Prendam quem puderem, esta é a nossa cidade”: chefe do ICE apela à violência em vídeo polémico

Violência dos agentes do ICE ganhou novo protagonismo na sequência de um vídeo divulgado no verão passado que ressurgiu nas redes sociais, no qual se pode ver Bovino a dar ordens aos seus homens antes de iniciarem batidas contra imigrantes em Los Angeles

Francisco Laranjeira
Janeiro 30, 2026
11:25

O controverso chefe do ICE, Gregory Bovino, deixou Minneapolis esta semana após a morte de Alex Pretti às mãos de agentes de imigração. A sua partida ocorreu pouco depois de o próprio Trump ter anunciado, na sua conta no ‘Truth Social’, que havia decidido enviar o seu “czar da fronteira”, Tom Homan, um veterano agente de imigração, a Minneapolis para liderar a operação.

A violência dos agentes do ICE ganhou novo protagonismo na sequência de um vídeo divulgado no verão passado que ressurgiu nas redes sociais, no qual se pode ver Bovino a dar ordens aos seus homens antes de iniciarem batidas contra imigrantes em Los Angeles. “Prendam quem quer que encontrem, essas são as ordens superiores”, pode ouvir-se no vídeo.

Bovino apela ainda aos agentes que ajam “de maneira profissional, legal, ética e moral” pois estão a ser “gravados”, sendo também discutido o armamento que utilizarão nas operações. “Vamos considerar o transporte de carga em camiões”, afirmou. No final do vídeo, alguém pergunta: “De quem é esta cidade, chefe?”, ao que Bovino responde que “esta é a nossa cidade. Esta é a nossa maldita cidade”.

O chamado czar da fronteira, Tom Homan, destacou na quinta-feira mudanças nas operações do ICE em Minnesota para realizar missões mais específicas que priorizem a segurança pública, com o objetivo de reduzir a tensão e começar a diminuir o número de agentes no estado após as mortes de Pretti e de outra manifestante, Renée Good.

Numa conferência de imprensa no Minnesota, onde confirmou a continuidade das missões do ICE, Homan afirmou estar a trabalhar num plano para reduzir a presença da controversa unidade, que conta com até 3.000 agentes no estado, e comprometeu-se com mudanças que priorizem a segurança pública. “Não estamos a abandonar a nossa missão; estamos simplesmente a trabalhar de forma mais inteligente”, enfatizou.

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