São hoje conhecidos os nomeados para o Prémio Nobel da Paz de 2024: António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, é o representante português da lista que será conhecida esta quarta-feira.
Desde março de 1901, é concedido anualmente (com algumas exceções) àqueles que “fizeram o melhor trabalho pela fraternidade entre as nações, pela abolição ou redução de exércitos permanentes e pela realização e promoção de congressos de paz”. Todos os anos, o Comité Norueguês do Nobel convida especificamente pessoas qualificadas a enviar indicações para o Prémio Nobel da Paz. Quais?
– Membros de governo e assembleias nacionais e membros da União Interparlamentar;
– Membros da Tribunal Permanente de Arbitragem e do Tribunal Internacional de Justiça em Haia;
– Membros do Instituto de Direito Internacional;
– Professores universitários de história, ciências sociais, filosofia, direito e teologia, reitores de universidades e diretores de institutos de pesquisa da paz e assuntos internacionais;
– Ex-laureados, incluindo membros do conselho de organizações que já receberam o prémio;
– Membros atuais e anteriores do Comité Norueguês do Nobel;
– Ex-conselheiros permanentes do Instituto Nobel da Noruega.
As indicações geralmente devem ser submetidas ao Comité até o início de fevereiro do respetivo ano.Os anúncios dos Prémios Nobel deste ano ocorrerão entre 7 a 14 de outubro.
E quem já se sabe constar da lista?
Além de António Guterres, na lista de nomeados estão também figuras como o Papa Francisco, vários jornalistas e fotojornalistas palestinianos, David Attenborough, Elon Musk, Jens Stoltenberg ou Donald Trump (nomeado pela política republicana Claudia Tenney “pelo seu papel no tratado dos Acordos de Abraham, que normalizou formalmente as relações entre os Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Israel”).
Estão também a Junior Achievement Worldwide (JA), pelo terceiro ano consecutivo, uma das maiores ONG focadas em trabalhar com jovens de todo o mundo, Julian Assange, fundador do Wikileaks, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro.
Lista de galardoados neste século
2023 – Ativista iraniana Narges Mohammaddi, vice-presidente do Centro de Defensores dos Direitos Humanos
2022 – Ativista Ales Bialiatski, da Bielorrússia, e organizações Memorial, da Rússia, e Centro de Liberdades Civis, da Ucrânia.
2021 – Jornalistas Maria Ressa, das Filipinas, e Dmitry Muratov, da Rússia
2020 – Programa Alimentar Mundial (PAM)
2019 – Abiy Ahmed Ali (Etiópia)
2018 – Denis Mukwege (República Democrática do Congo) e Nadia Murad (Iraque)
2017 – Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares (ICAN)
2016 – Juan Manuel Santos (Colômbia)
2015 – Quarteto para o Diálogo Nacional na Tunísia
2014 – Malala Yousafzai (Paquistão) e Kailash Satyarthi (Índia)
2013 – Organização para a Interdição das Armas Químicas (OIAC)
2012 – União Europeia (UE)
2011 – Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee (Libéria) e Tawakkol Karman (Iémen)
2010 – Liu Xiaobo (China)
2009 – Barack Obama (Estados Unidos)
2008 – Martti Ahtisaari (Finlândia)
2007 – Al Gore (Estados Unidos) e o painel das Nações Unidos sobre o clima (Grupo Intergovernamental de Especialistas em Evolução do Clima, GIEC)
2006 – Muhammad Yunus (Bangladesh)
2005 – Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e o seu diretor Mohamed ElBaradei (Egito)
2004 – Wangari Muta Maathai (Nigéria)
2003 – Shirin Ebadi (Irão)
2002 – Jimmy Carter (Estados Unidos)
2001 – Organização das Nações Unidos (ONU) e o seu secretário-geral Kofi Annan (Gana)
2000 – Kim Dae-Jung (Coreia do Sul)














