Portugal tem uma condição para aderir ao Conselho de Paz de Trump

Ministro dos Negócios Estrangeiros considera que o Conselho de Paz proposto pela administração Trump “é perfeitamente enquadrável” sob uma condição

Executive Digest com Lusa
Janeiro 27, 2026
11:31

Portugal só irá aderir ao Conselho de Paz criado pelo presidente Donald Trump se o âmbito da organização se cingir ao conflito israelo-palestiniano, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

“O ‘Board of Peace’ [Conselho de paz] é perfeitamente enquadrável se se restringir a Gaza”, afirmou Paulo Rangel na sua intervenção numa conferência sobre “O futuro da segurança da Europa”, que hoje decorre na Fundação Gulbenkian, em Lisboa.

A organização “foi proposta pelos Estados Unidos para este conflito israelo-palestiniano, gostaríamos que se cingisse a isso”, reforçou, lembrando que a posição é seguida por outros Estados, incluindo o Brasil.

Criado oficialmente na quinta-feira passada, o Conselho de Paz foi anunciado como um organismo com o objetivo de aplicar o plano de Washington para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, mas o tratado fundador revela um mandato muito mais vasto, apresentando-se como uma organização alternativa às Nações Unidas.

Presidido por Donald Trump, o Conselho de Paz enviou convites de adesão a vários países, incluindo Portugal, sendo que o preço de um lugar permanente é de mil milhões de dólares (854,3 mil milhões de euros).

Trump tem sido muito crítico da ONU, criada em 1945, no rescaldo da II Guerra Mundial, que conta atualmente com 193 Estados-membros.

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