Lisboa vai hoje ser palco de um protesto de polícias e guardas, convocado pelo Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP), pela Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) e pela Associação Socioprofissional Independente da Guarda (ASPIG). A manifestação decorrerá a partir das 14h00 em frente à Assembleia da República, em protesto contra o que os sindicatos consideram “um histórico de negociações falhadas” em matérias relacionadas com o estatuto remuneratório, as carreiras e as portarias de avaliação da PSP e da GNR.
Os agentes reivindicam uma melhoria das condições profissionais e salariais, destacando problemas antigos, como baixos salários, sobrecarga horária, ausência de pagamento de horas extraordinárias e uma carreira hierárquica desajustada.
“Uma das razões de nós estarmos a fazer este protesto é também para salvaguardar a segurança de todos os portugueses, a segurança pública nacional, porque só valorizando a carreira policial, valorizando profissional e salarialmente os polícias, nós vamos começar a ter atratividade na nossa profissão”, afirmou Armando Ferreira, presidente do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL).
Segundo os sindicatos, os polícias sentem-se esquecidos pelos decisores políticos e exigem soluções concretas para os problemas que consideram estruturais nas forças de segurança.
O protesto de hoje insere-se numa série de ações que decorrem ao longo da semana, com distribuição de panfletos à população em locais movimentados de Lisboa. O SINAPOL anunciou que, enquanto não houver negociações sérias e financeiramente viáveis, não participará em reuniões sem resultados efetivos.
“Eu só vou voltar a ter reuniões com a senhora ministra da Administração Interna com a minha presença pessoalmente. O sindicato estará presente, mas eu não, quando houver um processo negocial. Enquanto não houver processo negocial, eu não vou perder o meu tempo em reuniões que não dão resultado nenhum. Nós estamos neste momento numa realidade em que ou pagam bem à polícia e à segurança pública, ou então daqui a quatro ou cinco anos vamos ter a mesma situação que está a acontecer com os professores e com os médicos”, garantiu Armando Ferreira.
Os sindicatos destacam ainda que, sem disponibilidade financeira do Governo, qualquer negociação perde sentido, alertando para a necessidade de medidas concretas que valorizem a carreira policial e garantam a segurança pública.














