Pequim II: China quer criar uma segunda capital no deserto construída com Inteligência Artificial para vencer o Ocidente

Está em andamento um ambicioso projeto na China, conforme revelado por um recente relatório de pesquisa da Universidade de Sichuan. O governo chinês, liderado pelo presidente Xi Jinping, pretende erguer uma segunda capital na vasta região desértica de Xinjiang, próximo à cidade de Urumqi. Esta iniciativa visa não apenas promover o desenvolvimento económico nas áreas ocidentais menos desenvolvidas do país, mas também fortalecer estratégias geopolíticas e sociais.

Executive Digest
Junho 23, 2024
11:00

Está em andamento um ambicioso projeto na China, conforme revelado por um recente relatório de pesquisa da Universidade de Sichuan. O governo chinês, liderado pelo presidente Xi Jinping, pretende erguer uma segunda capital na vasta região desértica de Xinjiang, próximo à cidade de Urumqi. Esta iniciativa visa não apenas promover o desenvolvimento económico nas áreas ocidentais menos desenvolvidas do país, mas também fortalecer estratégias geopolíticas e sociais.

Historicamente conhecida por abrigar a minoria étnica uigur, Xinjiang tornou-se o foco de um projeto ambicioso que procura replicar o sucesso de cidades estabelecidas no leste da China, como Pequim e Xangai. A nova capital, às vezes apelidada de “Pequim II”, seria um centro administrativo crucial, redistribuindo a atividade económica e populacional do país, atualmente concentrada na costa leste, explica o ‘elEconomista’.

Além dos aspetos económicos e geopolíticos, o projeto também visa enfrentar desafios ambientais e demográficos. Xinjiang enfrenta extremos climáticos, de secas severas a inundações sazonais, que complicam a implementação de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Para enfrentar esses desafios, Pequim já iniciou projetos maciços de engenharia, incluindo a construção de uma extensa rede subterrânea para armazenamento de água.

A implementação dessas iniciativas também está integrada com avanços tecnológicos, como Inteligência Artificial para gestão de tráfego e veículos autónomos para otimização de operações industriais.

Além de melhorar as condições de vida para os residentes locais, a iniciativa visa explorar os recursos naturais abundantes da região, incluindo reservas significativas de petróleo e outros minerais. A bacia de Junggar, por exemplo, foi identificada como tendo vastas reservas que podem sustentar a produção energética por décadas.

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