As pensões referentes a janeiro de 2026 começam a ser pagas nesta quinta-feira e já incluem os aumentos previstos para este ano, conforme garantiu o Ministério do Trabalho.
A atualização das pensões resultou da fórmula legal que combina a evolução da economia e da inflação nos últimos anos. A maioria dos pensionistas verá uma subida mensal nos seus rendimentos, com os aumentos a variar consoante o valor da pensão.
Para pensões mais baixas, até 1.074,26 euros mensais, o aumento aplicado é de aproximadamente 2,8%, o que significa, por exemplo, que uma reforma de 400 euros passa a cerca de 411,20 euros, um acréscimo de 11,20 euros por mês. Uma pensão de 950 euros sobe para cerca de 976,60 euros, ou seja, mais 26,60 euros mensais.
No escalão seguinte, para pensões entre 1.074,26 euros e 3.222,78 euros, o aumento é de cerca de 2,27%. Por exemplo, uma pensão de 1.100 euros será atualizada para cerca de 1.124,97 euros, um acréscimo de quase 25 euros por mês.
As pensões de valor mais elevado, entre 3.222,78 euros e 6.444,56 euros, sobem cerca de 2,02%, pelo que uma pensão de 3.300 euros passará a cerca de 3.366,66 euros, um aumento de 66,66 euros mensais.
As pensões com valores superiores a 6.444,56 euros não são objeto de atualização em 2026.
Estes ajustes aplicam-se tanto às pensões pagas pela Segurança Social como às da Caixa Geral de Aposentações (CGA), e refletem uma tentativa do Governo de manter o poder de compra dos reformados perante o contexto económico atual.
Descontos de IRS só mudam em fevereiro e haverá acerto retroativo
Apesar de as pensões de janeiro já incluírem os aumentos anuais, os descontos de IRS aplicados este mês continuam a ser calculados com base nas tabelas antigas. As novas tabelas de retenção na fonte para 2026, já publicadas pelo Governo, só serão aplicadas a partir de fevereiro, tanto pela Segurança Social como pela Caixa Geral de Aposentações (CGA).
Esta situação deve-se ao facto de as tabelas de IRS terem sido divulgadas depois de os pagamentos de janeiro estarem já processados. Como resultado, muitos pensionistas poderão ter tido em janeiro um desconto de IRS superior ao que resultará da aplicação das novas tabelas.
Segundo o Governo, este desfasamento será corrigido automaticamente em fevereiro. Nesse mês, além de ser aplicada a nova taxa de retenção na pensão corrente, será feito um acerto relativo ao imposto descontado a mais em janeiro, o que poderá traduzir-se num valor líquido mais elevado nesse pagamento.
Na prática, isto significa que os pensionistas não perdem o benefício fiscal, apenas o recebem de forma diferida. O aumento bruto da pensão é sentido logo em janeiro, enquanto o alívio no IRS será refletido no pagamento de fevereiro, com efeitos retroativos.
As novas tabelas de retenção do IRS para 2026 resultam de alterações previstas no Orçamento do Estado, incluindo ajustamentos nos escalões e limites de isenção, com impacto sobretudo nos rendimentos mais baixos e médios. O objetivo do Governo é garantir que a retenção mensal se aproxime mais do imposto efetivamente devido, evitando descontos excessivos ao longo do ano.
A partir de fevereiro, os pensionistas passam assim a receber a pensão já com o aumento anual e com o IRS atualizado, estabilizando o valor líquido mensal para o resto de 2026.
Outras transferências
Para além das pensões, esta quinta-feira são ainda feitas as transferências do Complemento Solidário para Idosos, o Reembolso de Despesas de Funeral e a Prestação Social para a Inclusão. Conheça as restantes datas:
16 JAN
Prestações familiares
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social
23 JAN
Rendimento Social de Inserção
28 JAN
2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal













