Pense duas vezes antes de fazer estas pesquisas no Google, avisa especialista

A especialista em cibersegurança e criminologia Maria Aperador (@mariaperadorcriminologia) alertou recentemente os seus milhares de seguidores para cinco tipos de pesquisas que nunca devem ser feitas diretamente no Google — ou em qualquer outro motor de busca — por representarem um elevado risco de fraude, roubo de dados pessoais e outros crimes digitais.

Pedro Gonçalves
Dezembro 27, 2025
13:00

A especialista em cibersegurança e criminologia Maria Aperador (@mariaperadorcriminologia) alertou recentemente os seus milhares de seguidores para cinco tipos de pesquisas que nunca devem ser feitas diretamente no Google — ou em qualquer outro motor de busca — por representarem um elevado risco de fraude, roubo de dados pessoais e outros crimes digitais.

Segundo explicou ao elEconomista.es, a facilidade com que o Google permite aceder a qualquer tipo de informação em segundos trouxe grandes vantagens, mas também aumentou o risco de exposição a cibercriminosos. “Nem sempre o que aparece nos primeiros resultados é seguro”, avisou a especialista.

Há séculos, as pessoas recorriam à sabedoria dos mais velhos ou aos livros para esclarecer dúvidas. Hoje, o impulso é perguntar ao Google. Contudo, “na internet nem tudo é o que parece”, lembra Aperador, sublinhando que mesmo quando se tenta seguir boas práticas — como aceder apenas a sites oficiais — os utilizadores podem cair em armadilhas bem disfarçadas.

Aperador destaca cinco pesquisas concretas que nunca devem ser realizadas diretamente no Google, explicando o motivo de cada uma delas.

Procurar números de atendimento ao cliente pode expor o utilizador a fraudes
A primeira pesquisa perigosa é a procura de números de atendimento ao cliente. Embora seja comum procurar contactos de empresas, Maria Aperador avisa que digitar no Google frases como “atendimento ao cliente da Telefónica” pode ser um erro grave.

“Isto acontece porque os cibercriminosos compram anúncios falsos e colocam-nos entre os primeiros resultados da pesquisa. Assim, o utilizador acaba por ligar para números fraudulentos e ser vítima de uma burla”, explica a especialista.

A recomendação é clara: consultar sempre o site oficial da empresa para obter contactos ou informações de apoio ao cliente, evitando qualquer link patrocinado.

“Empréstimos fáceis” escondem esquemas de roubo de dados
A segunda pesquisa a evitar envolve empréstimos rápidos ou fáceis. Qualquer transação financeira feita online requer cautela, e este tipo de pesquisa é frequentemente explorado por criminosos.

“Os anúncios fraudulentos aparecem entre os primeiros resultados e prometem empréstimos imediatos. No entanto, acabam por pedir dados pessoais e bancários, e a vítima nunca recebe o dinheiro — pelo contrário, é ela quem acaba por perder”, alerta Aperador.

Cuidado com os falsos serviços do Google Authenticator
Outro exemplo comum de fraude online é a pesquisa por Google Authenticator, a aplicação que gera códigos de segurança de dois fatores.

A especialista explica que muitos utilizadores acabam por descarregar aplicações falsas que imitam o serviço oficial do Google. “Essas versões falsas permitem que os atacantes acedam às suas palavras-passe e a todas as contas protegidas”, adverte.

Para evitar este risco, é fundamental instalar o Google Authenticator apenas através das lojas oficiais de aplicações (Google Play ou App Store) e nunca através de links encontrados em pesquisas.

“Ganhar dinheiro na internet” pode ser um convite ao roubo de dados
A quarta pesquisa perigosa é “ganhar dinheiro na internet”. Embora existam oportunidades legítimas de rendimento online, Aperador adverte que este é um dos temas mais explorados pelos burlões digitais.

“Os primeiros anúncios prometem ganhos elevados por tarefas simples, mas a maioria dessas páginas é falsa. O utilizador fornece os seus dados pessoais e bancários e nunca recebe o prometido”, esclarece.

A especialista recomenda desconfiar de qualquer página que ofereça lucros imediatos e sem esforço e recorrer apenas a fontes fiáveis e reconhecidas.

Compra de medicamentos fora de farmácias oficiais é um risco para a saúde e para os dados pessoais
Por fim, a criminóloga alerta para o perigo de pesquisar medicamentos como Viagra ou similares em sites não oficiais.

“Os medicamentos devem ser adquiridos exclusivamente em farmácias físicas ou em plataformas certificadas. Procurá-los no Google para encontrar preços mais baixos pode colocar em risco a saúde e os dados bancários do utilizador”, avisa Aperador.

Os produtos vendidos em sites não certificados podem conter substâncias perigosas e não estão sujeitos a controlo sanitário, representando um risco duplo — para a segurança física e financeira do comprador.

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