Paulo Moita de Macedo, Presidente da Comissão Executiva e Vice-Presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, abriu a XXVIII Conferência Executive Digest analisando a posição de Portugal e da Europa num cenário internacional adverso.
O executivo começou por assinalar que a inflação está a reduzir, mas que atualmente temos mais algumas ameaças. No entanto, sublinha que não deixa de ser assinalável que a generalidade dos empresários continua otimista, tendo sempre em conta as preocupações a nível internacional.
No contexto europeu e mundial, assinala que temos um aumento grande em termos previsionais da despesa pública, com grande contributo por parte do setor da Defesa.
“A Europa está no meio de um rolo compressor, no meio dos EUA e a China”, afirma Paulo Moita de Macedo, referindo que atualmente vemos Estados autocráticos a serem muito mais fortes no contexto internacional.
O executivo explica que é de prever uma redução do PIB mundial que vai acontecer porque vai haver uma “redundância da generalidade dos sistemas, sejam de defesa, de comunicações, isto porque não está certo que as cláusulas e alianças persistam”.
E como vamos trabalhar neste cenário? O Plano Draghi surge antes de Trump tomar posse, e o mundo após janeiro de 2025 está diferentel, as políticas públicas estão no centro das decisões dos governos, e os conflitos armados e confrontos geoeconómicos juntam-se ao quadro das ameaças este ano.
Neste contexto, Paulo Moita de Macedo cita o Papa Francisco, dizendo que “Hoje não vivemos uma época de mudança, mas uma mudança de época”
E como acelerar o crescimento na Europa e em Portugal? A Business Roundtable já identificou seis eixos fundamentais: Falta de escala, aceleração da inovação, requalificação de trabalhadores, acelerar a construção do mercado único, voltar a ter energia a preços competitivos, e criar uma Europa coesa capaz de se afirmar num contexto geopolítico.
E quais são os maiores desafios para o nosso país? De acordo com Paulo Moita de Macedo, as organizações devem ser mais produtivas e com escala, mais estáveis e sustentáveis, com instituições mais fortes, com bom desenho organizacional, inovando, requalificando e investindo.
“E nós próprios temos obrigação de ter um impacto na sociedade”, remata Paulo Moita de Macedo.
A XXVIII Conferência Executive DIgest conta com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, Capgemini, Delta Q, Fidelidade, Galp, Lusíadas Saúde, Randstad, MC Sonae, Unilever, Vodafone, e ainda com a parceria da Capital MC, Neurónio Criativo, Sapo. A Sociedade Ponto Verde é o Parceiro de Sustentabilidade do evento.










