O Parlamento Europeu cumpriu hoje um minuto de silêncio pela morte de pelo menos 39 pessoas num acidente ferroviário no sul de Espanha, com a presidente da instituição, Roberta Metsola, a salientar que “a Europa chora com Espanha”.
Na abertura da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, Roberta Metsola lamentou o “trágico acidente ferroviário” no sul de Espanha, ocorrido no domingo, “que já provocou 39 mortes e deixou muitos feridos graves”.
“As famílias estão em luto, uma nação está em choque e a Europa chora com a Espanha. Em nome deste Parlamento, enviamos as mais sentidas condolências e manifestamos a nossa solidariedade com todos os afetados. Toda a Europa está com Espanha neste momento de dor profunda”, afirmou Metsola.
Após estas declarações, os eurodeputados presentes no hemiciclo observaram um minuto de silêncio pelas vítimas.
Na abertura desta sessão plenária, a primeira de 2026, Roberta Metsola abordou também a situação da Gronelândia, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado que iria impor tarifas a países europeus que se opuseram à sua pretensão de anexar o território autónomo que pertence à Dinamarca.
“É importante dizer isto: a União Europeia (UE) apoia a Dinamarca e o povo da Gronelândia e fazemo-lo unidos na nossa determinação” disse a líder da assembleia, uma declaração que motivou aplausos de pé por eurodeputados de todos os grupos políticos.
A presidente do Parlamento Europeu considerou que as tarifas de Donald Trump não vão “melhorar a segurança no Ártico”, frisando que, pelo contrário, “correm o risco de fazer precisamente o contrário”.
“A Gronelândia e a Dinamarca já tornaram claro que a Gronelândia não está a venda e que a sua soberania e integridade territorial deve ser respeitada. Esse facto não vai mudar”, frisou, salientando que a Europa está ciente de que precisa de assumir mais responsabilidades pela segurança do Ártico, mas salientando que isso pode ser alcançado sem “questionar a soberania da Gronelândia e a Dinamarca através de medidas como tarifas”.
Manifestando-se convicta de que “problemas sérios globais” são mais facilmente resolvidas quando os Estados Unidos e a Europa “agem em sintonia”, Roberta Metsola frisou que a Europa está disponível para “dialogar num espírito de respeito mútuo”.
“Sei que alguns confundem a nossa forma de agir calma, moderada e dialogante com fraqueza. Estão enganados. É precisamente o contrário. Somos a Europa e defenderemos sempre a nossa maneira de agir, de forma racional, confiante e deliberada, e não vamos pedir desculpa por isso”, frisou.
Por último, Roberta Metsola abordou ainda as manifestações que abalaram o Irão nas últimas semanas, frisando que a população iraniana só está a “pedir o que qualquer pessoa merece: liberdade, justiça e um futuro em que possam acreditar”.
A presidente do Parlamento Europeu frisou que a instituição vai continuar a fazer pressão para que se implementem mais sanções contra as autoridades iranianas e para que a Guarda Revolucionária seja designada uma organização terrorista.
Também pediu para que o hemiciclo aplaudisse os manifestantes iranianos.
“Sei que muitos querem recordar os milhares de mortos nas ruas iranianas. Mas as pessoas do Irão não precisam de silêncio, já foram silenciadas à força durante 47 anos. Por isso, hoje peço-vos que encham esta câmara com um momento de aplauso”, apelou, com a maioria dos eurodeputados a aplaudirem de pé.













