O Governo está a preparar um novo modelo de apoio à instalação de painéis solares de pequena dimensão que deverá incluir sistemas de baterias, avança o Jornal de Negócios. A medida pretende reforçar a autonomia energética das famílias e garantir maior segurança em situações de falhas no fornecimento de eletricidade, sobretudo em zonas mais isoladas.
A indicação, segundo o mesmo jornal, foi dada pela ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, durante uma conferência de imprensa, onde explicou que o Executivo está a estudar um sistema de vouchers para apoiar a mini-geração fotovoltaica em contexto doméstico.
O modelo em análise incide sobre painéis solares de pequena escala associados a baterias, pensados para residências, moradias e também apartamentos. O objetivo é assegurar algum nível de autonomia energética em caso de interrupções na rede elétrica, uma preocupação que ganha maior relevância em territórios mais vulneráveis ou afastados dos grandes centros.
As baterias surgem, assim, como complemento ao mini-fotovoltaico, permitindo armazenar energia produzida durante o dia para utilização posterior, incluindo em momentos de falha no abastecimento.
Vouchers simples e com poucas restrições
Maria da Graça Carvalho defendeu que o novo apoio deve ser simples, rápido de aplicar e acessível aos consumidores. A governante sublinhou que o Governo quer manter flexibilidade no desenho do programa, evitando impor demasiados limites aos beneficiários.
O instrumento deverá funcionar através de vouchers, à semelhança de outros mecanismos já utilizados, facilitando a adesão das famílias interessadas em investir em energia solar para autoconsumo com armazenamento.
O financiamento do programa ainda está a ser analisado pelo Executivo. Entre as hipóteses em cima da mesa está a utilização de verbas remanescentes do Plano de Recuperação e Resiliência, embora outras soluções também possam vir a ser consideradas.
Este novo enquadramento surge numa fase em que o Governo já tinha anunciado a criação de um apoio autónomo à mini-geração fotovoltaica para famílias, distinto do programa E-Lar e igualmente baseado num modelo de vouchers. Agora, essa medida ganha uma nova dimensão ao ser assumida também como instrumento de segurança de abastecimento energético em contexto doméstico, sobretudo para famílias em zonas mais vulneráveis ou isoladas.





