O início de um novo ano é o momento ideal para rever as finanças pessoais e definir estratégias de poupança e investimento.
Com a inflação ainda a influenciar o poder de compra e as taxas de juro a variar, escolher as melhores opções para proteger e fazer crescer o seu dinheiro tornou-se crucial.
Segundo especialistas, apesar da multiplicidade de produtos financeiros disponíveis, nem todos são indicados para todos os perfis de investidor. Como explica José Trovão, head of Consumer Credit & Utilities no ComparaJá «não existe uma solução universal quando falamos de investimento. A escolha deve ter sempre em conta o perfil de risco, os objetivos financeiros e o horizonte temporal de cada pessoa».
Melhores opções de investimento para os primeiros meses do ano
- Depósitos a prazo e contas de poupança de alto rendimento
Com a subida das taxas de juro em alguns bancos, os depósitos a prazo voltam a ser uma opção interessante para quem procura segurança. Embora os retornos sejam modestos, o risco é praticamente inexistente e permitem planear objectivos financeiros de curto prazo. José Trovão reforça ainda «para quem está a começar ou quer proteger capital, estas soluções continuam a ser uma base sólida numa estratégia financeira equilibrada». - Fundos de investimento diversificados
Para investidores com um horizonte temporal mais longo, fundos de ações ou mistos podem oferecer retornos superiores à inflação. A chave é escolher produtos diversificados e com comissões reduzidas, de forma a maximizar o ganho líquido ao longo do tempo. - Mercado imobiliário e crédito à habitação
Ainda que comprar casa não seja estritamente um investimento financeiro líquido, a análise comparativa de crédito à habitação pode representar uma significativa poupança no médio e longo prazo. Plataformas como o ComparaJá permitem comparar taxas de juros, condições e prazos entre vários bancos, ajudando a reduzir encargos e a melhorar a gestão financeira familiar. - Criptomoedas e investimentos alternativos
Produtos mais voláteis, como criptomoedas ou ETFs temáticos, continuam a atrair investidores jovens. No entanto, os especialistas alertam: apenas uma pequena parte do capital deve ser alocada a estas opções, devido à elevada instabilidade e ao risco de perda.
Mais do que escolher o investimento “certo”, o primeiro passo é sempre poupar de forma consciente. Comparar fornecedores de energia, telecomunicações ou seguros, por exemplo, permite reduzir despesas mensais e aumentar a liquidez para investir.
No início deste ano, a recomendação é clara: combine prudência com estratégia. Crie uma reserva de emergência, compare produtos financeiros e fornecedores, e só depois explore investimentos com maior risco. Começar cedo é a chave para construir estabilidade e segurança financeira ao longo do ano.




