Onde é que a mão de obra é mais cara (e mais barata) na Europa? E qual o custo por hora em Portugal?

Em 2024, o custo médio por hora de trabalho na União Europeia registou um aumento significativo, atingindo os 33,5 euros, comparado aos 31,9 euros de 2023, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat.

Executive Digest
Abril 6, 2025
10:00

Em 2024, o custo médio por hora de trabalho na União Europeia registou um aumento significativo, atingindo os 33,5 euros, comparado aos 31,9 euros de 2023, de acordo com os dados mais recentes do Eurostat.

A variação de custos foi notável entre os diferentes países da UE, com a Bulgária a registar os menores valores e o Luxemburgo a destacar-se como o país com os mais elevados.

A Bulgária apresentou o custo mais baixo de mão de obra por hora, com 10,6 euros, seguida da Roménia (12,5 euros) e da Hungria (€14,1 euros).

Portugal encontra-se na segunda metade da tabela, com um custo de mão de obra de, em média, 18,5 euros.

Em contraste, os custos mais altos foram encontrados em Luxemburgo, com 55,2 euros, Dinamarca (50,1 euros) e Bélgica (48,2 euros).

Esses custos são compostos por salários e contribuições sociais dos empregadores, sendo que, na média da União Europeia, a parcela de custos não salariais foi de 24,7%.

O Eurostat também revelou que os custos de mão de obra variaram significativamente entre os setores da economia. O setor predominantemente não empresarial, excluindo a administração pública, teve o maior custo médio por hora, com 34,2 euros. Por outro lado, o setor da construção registou os custos mais baixos, com 30 euros por hora. Na Zona Euro, a indústria foi o setor com maior remuneração (39,8 euros), enquanto a construção apresentou os valores mais baixos (33,4 euros).

Entre 2023 e 2024, os custos de mão de obra por hora aumentaram 5,0% em toda a União Europeia e 4,5% na zona do euro. Os maiores aumentos foram observados na Croácia (+14,2%), Letónia (+12,1%) e Lituânia (+10,8%). Já os menores aumentos ocorreram na República Checa (+1,3%), Finlândia (+1,8%) e Luxemburgo (+2,1%).

Nos países da UE fora da Zona Euro, os custos de mão de obra também registaram aumentos, com os maiores aumentos na Roménia, Bulgária, Hungria e Polónia. Em contraste, a Suécia teve um aumento mais moderado.

Esses dados refletem uma tendência geral de crescimento nos custos de mão de obra, com diferenças significativas entre as economias da União Europeia, revelando as desigualdades regionais na remuneração dos trabalhadores.

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