OMS deixa alerta na reabertura de escolas. Transmissão e gravidade da Covid-19 em crianças são desconhecidas

O director geral da OMS deixou um alerta e um pedido aos países que estão a preparar a reabertura das escolas que tenham em consideração que a transmissão e a gravidade do novo coronavírus em crianças ainda são praticamente desconhecidas. 

Simone Silva
Maio 13, 2020
10:30

O director geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, deixou um alerta e um pedido aos países que estão a preparar a reabertura das escolas que tenham em consideração que a transmissão e a gravidade do novo coronavírus em crianças ainda são praticamente desconhecidas.

Na habitual conferência de imprensa desta terça-feira, Tedros, aconselhou os países a reflectirem sobre a evolução da epidemia na área em que o estabelecimento de ensino se localiza, bem como sobre quais são as capacidades para cumprir as medidas de higiene nesses ambientes escolares, antes de avançarem para a reabertura.

«Sobre as crianças regressarem à escola, os decisores políticos devem reflectir num número de factores-chave no momento de decidir se ou como reabrir as escolas: Primeiro, é precisa uma compreensão clara sobre a transmissão da Covid-19 e sobre a severidade do vírus nas crianças. Segundo, a epidemiologia da Covid-19 onde a escola está geograficamente deve ser considerada», afirmou o responsável.

O responsável recordou ainda que para iniciar os planos de desconfinamento , as regiões devem conseguir responder afirmativamente a estas perguntas: a epidemia está sob controlo? O sistema de saúde pode lidar com o ressurgimento de novos casos, depois do alívio das restrições? E os sistemas de vigilância são capazes de detectar e gerir casos de contágio e os respectivos contactos?

Em Portugal o Ministério da Educação enviou na terça-feira da semana passada, ao final da tarde, um conjunto de orientações sobre a forma como devem decorrer as aulas para os alunos do 11.º e 12.º anos, que a 18 de Março deverão regressar às escolas, depois de quase dois meses com ensino à distância devido à pandemia de Covid-19.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, anunciou que caso houvesse necessidade as escolas poderiam pedir mais professores.

No caso de os docentes pertencerem a um grupo de risco, as escolas podem optar por redistribuir o serviço docente, contratar professores ou adoptar outras estratégias, como ter o professore titular a dar aulas a partir de casa e ter um outro na sala de aula a dar apoio.

O documento da DGEstE prevê ainda que, em caso de necessidade, as aulas presenciais passem a metade do previsto e no restante tempo os alunos fazem trabalho autónomo.

Os documentos enviados na terça-feira para os directores defendem que se deve tentar concentrar as aulas das turmas por turnos da manhã ou da tarde, evitar que os estudantes tenham tempos livres entre as aulas.

Com a ameaça de contaminação de Covid-19, passa também a existir um conjunto de regras desde a higienização de todos os espaços da escola assim como a definição de percursos que devem ser usados por todos.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.