OE2026: Governo garante que aprovou aumentos permanentes nas pensões

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garantiu hoje que o Governo aprovou uma despesa adicional em Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) para “aumentos permanentes de pensões”, respondendo ao parecer do CES, que aponta nesse sentido.

Executive Digest com Lusa
Novembro 5, 2025
17:22

O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, garantiu hoje que o Governo aprovou uma despesa adicional em Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) para “aumentos permanentes de pensões”, respondendo ao parecer do CES, que aponta nesse sentido.

O Conselho Económico e Social (CES) considera que o OE2026 deveria privilegiar um “aumento estrutural das pensões”, em vez de apoios extraordinários, sublinhando que a subida prevista não impede a perda de poder de compra, no parecer deste órgão à proposta orçamental.

No final da reunião de hoje do Conselho de Ministros, Leitão Amaro indicou que o OE2026 tem “uma despesa adicional de cerca de 700 milhões de euros para pensionistas”.

Segundo o governante, parte disto é para “aumentos permanentes de pensões para todos seguindo a fórmula legal” de atualização e “outra parte é um aumento do Complemento Solidário para Idosos (CSI), para aumentar o rendimento de quem tem uma pensão mais baixa”.

De acordo com o ministro, estes 700 milhões de euros são um “grande esforço, dirigido especificamente a um grupo e que gera despesa permanente”, o que está alinhado com a “preservação do poder de compra” e com o “reforço” do mesmo poder de compra para quem recebe menos, a título de pensão. “Gradualmente vamos acrescentando, são mais 40 euros por mês que aprovamos para o próximo ano”, destacou.

Ainda assim, “se for possível libertar mais meios orçamentais, não comprometendo os exercícios orçamentais seguintes”, indicou, o executivo quer seguir “com a disponibilidade de dar complementos” para o ano.

Leitão Amaro realçou que esta estratégia é simultaneamente a “mais justa socialmente” e mais “equilibrada de forma intergeracional”.

Ao fazer uma “avaliação global” da dotação da despesa com pensões, que totaliza 25.990,8 milhões de euros, o CES “sublinha que, embora os apoios extraordinários ou pontuais possam ter um efeito imediato de acréscimo de rendimento dos pensionistas, destinado a mitigar, por exemplo, períodos inflacionistas ou de crise económica, o OE2026 deve privilegiar o aumento estrutural das pensões em detrimento de ajudas ‘ad hoc’ [ajuda única]”.

Para o Conselho, “é fundamental que a política de pensões garanta a previsibilidade e o aumento sustentável do poder de compra dos pensionistas, assegurando a sua dignidade e resiliência financeira a longo prazo, e evitando que fiquem permanentemente dependentes de decisões de política discricionárias”.

Tanto em 2024 quanto em 2025, o Governo de Luís Montenegro atribuiu, em setembro de cada ano, um suplemento extraordinário de 100, 150 e 200 euros para os pensionistas até um determinado rendimento mensal, de 1.527,78 euros (no ano passado) e 1.567,50 euros (este ano).

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.